Parte I

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Sinopse: 

Uma paixão platônica. Um amor à primeira vista...                                         

Victor é um veterinário que acaba se apaixonando pela proprietária da nova loja em frente à sua clínica. Anne é uma ótima florista que consegue rapidamente atrair os clientes. Embora ele saiba quase tudo sobre ela, nunca recebeu um bom dia, ou até mesmo um aceno de mão da bela mulher. Desesperado para conhecer muito mais sobre ela, Victor arrisca-se se aproximar e iniciar uma amizade. Após dias, ele termina mostrando o primeiro motivo de sua aproximação. Mas, será que Anne estaria disposta à um relacionamento? Será que Victor seria capaz de entender o passado dela? Será que ambos estariam prontos para confiarem um no outro?

Além do amor, o que mais é necessário numa relação?

Parte I

– Você devia ir lá falar com ela.

Olhei de soslaio para meu amigo que estava parado ao meu lado e perguntei:

– Por que eu iria falar com ela? 

– Por que acho que você tem uma quedinha por ela. Só isso – e deu de ombros.

– Ela nunca olhou para mim, nem nunca me deu um bom dia. Vou parecer um otário indo até a loja dela.

– Então vá lá e encomende um buquê de flores!

– Péssima ideia.

– Só estava tentando ajudar – falou Raul, afastando-se da janela e indo em direção ao balcão nos fundos da loja.

Mudei de posição, encostando à coluna de madeira próxima a janela. Eu estava realmente apaixonado por aquela mulher. Não sabia ao certo quando tudo aquilo havia começado, mas uma coisa eu sabia, e tinha completa certeza, era que a atração estava ficando cada vez maior. Estava tornando-se inevitável não olhar para a janela a sua procura, ou para a porta, quando rangia ao ser aberta por algum cliente.

Sua loja ficava do outro lado da rua. Era pequena e estreita. Não devia ter mais que 5 metros de largura. Eu sabia muitas coisas sobre o seu dia-a-dia. A calçada era varrida 3 vezes ao dia, a porta era aberta a cada 15 minutos, onde mulheres desconhecidas, saiam e entravam constantemente. Sabia qual era a hora em que ela abria a loja e a fechava. O vidro da vitrine era limpo cerca de 5 vezes ao dia. Era nesse momento, que eu deixava as obrigações para Raul, e ia até a vitrine da minha loja, procurar alguma mancha de poeira para limpar também. Mesmo estando a uma distância consideravelmente grande, eu conseguia ver seu rosto perfeitamente. Sua loja era no centro da cidade e ela estava sendo considerada a florista mais bem requisitada da região.

Faltavam poucos minutos para ela abrir a loja, sempre às 8 horas e ponto todos os dias. Virei às costas no mesmo instante em que a porta rangeu sendo aberta. Olhei rapidamente naquela direção. Era Carmen que entrava, uma das minhas clientes mais fiéis. Ela trazia ao seu lado, seu cão e companheiro. Segundo ela, após a morte do seu esposo, o animal tornou-se seu melhor amigo. Muitas pessoas diziam que ela era louca, que achava que o cachorro era seu esposo, mas eu não acreditava naquilo. Assim que ela me viu falou:

– Olá, Doutor! – mesmo eu sendo um simples veterinário, para ela, eu era um médico. Eu já tinha esclarecido esse assunto diversas vezes, mas não deu em nada. E acabei desistindo de explicar.

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