Fevereiro, 2017. VII

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OIE!

Demorei, eu sei, mas voltei. Quero pedir desculpas por passar tanto tempo sem publicar, mas eu realmente estou muito enrolada com colégio (1º ano no Ensino Médio). Aproveitei esse feriadão para escrever um pouquinho, acabou que consegui terminar o capítulo.

Pretendo postar o próximo ainda essa semana, mas não prometo nada, ok? Em breve, assim que passar essa época de provas, eu estarei aqui com mais frequência.

Espero que gostem do capítulo!
Comentem!
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    Naquela sexta-feira, quando terminou a aula e arrumava suas coisas na grande bolsa que carregava para lá e para cá, Amanda sentiu a presença de alguém se aproximar. Sem que esperasse a professora levantar a cabeça, Matheus colocou o caderno da forma mais delicada que pôde em cima da mesa da ruiva. Já ia se virando para ir embora quando ela se levantou e o chamou.

    — Será que pode ir ao encontro hoje? — Matheus franziu o cenho quando ouviu a professora perguntar, estendendo o caderno de volta para ele.

    — Não disse que gostaria de ler, caso quiséssemos?

    — Mudança de planos. Explico na reunião. — Pendurou a bolsa em um dos ombros, sem dar maiores explicações. — Estaremos esperando por você.

    — E se eu não for? — questionou, não para desafiá-la, mas não entendia aonde Amanda queria chegar com tudo aquilo.

    — Eu não poderei fazer nada, novamente. — Olhou para os próprios pés, e os levantou rapidamente, de uma forma infantil, que a fazia colocar todo o peso de seu corpo sobre os calcanhares. — De qualquer forma, acho que todos ficariam felizes com a sua presença — Matheus balançou a cabeça negativamente, ao lembrar-se de Dianna. — Eu, principalmente.

    O moreno finalmente pegou o caderno da mão da professora e, jogando levemente a mochila para a frente, o colocou lá dentro, saindo na sala. A professora não sabia, mas, naquele momento, travava uma briga interna contra sua mente e seus pés, que pareciam ser comandados pelo seu coração, ao invés do cérebro. Seu coração, junto dos pés, o guiava em direção à sala onde os outros seis alunos se reuniam com Amanda, enquanto seu cérebro gritava que estava sendo fraco e burro.

    A professora, por outro lado, esperou que todos os alunos saíssem da sala, e a entregou para as faxineiras do colégio, sabendo que cuidariam bem daquele lugar para o próximo dia.

    Ao entrar na sala – em silêncio, pois não queria que notassem sua presença ali tão cedo –, Matheus pôde sentir o olhar de alguém sob ele e, virando o rosto discretamente para a esquerda, notou Dianna encostada na parede observando o caminhar do moreno. Era a primeira vez em meses que a loira tinha o prazer de fazer aquilo, já que, normalmente, era ele quem a observava caminhar pela sala de aula. E, droga, odiava admitir, mas ele ficava cada dia mais bonito. Odiava a si mesma por pensar assim depois de tanto tempo, mas era inevitável quando se tratava de Matheus.

    O moreno, por outro lado, queria correr em direção à garota, abraçá-la e dizer o quanto sentia falta de sua amizade, falta de sua presença, falta dela. Por muito tempo, Matheus teve a jovem garota de cabelos loiros como não apenas a melhor amiga de sua namorada, mas também sua melhor amiga. Ele confidenciava a ela segredos que não ousaria contar nem mesmo à Luísa.

    Dianna tomou uma importância muito grande em sua vida.

    Já, para a loira, a insignificância era o único sentimento que estava disposta a alcançar por Matheus, pois estava esgotada de tanta raiva e rancor.

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