Danse Macabre - III

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20 de janeiro

Diário de Sophie

Com a confusão do casamento e tudo o mais, eu esqueci de registrar algo assustador que tem acontecido em Verdant: Pessoas tem desaparecido aos pares quase toda noite. Geralmente são homens fortes ou mulheres jovens, o que é bem preocupante.

Os anciões constantemente lembram as lendas das forças malignas que ficaram aqui depois das mortes das bruxas, mas estamos no fim do século XIX, é claro que ninguém os leva a sério. Eu acho que deveriam levar. E duvido muito que alguém em Verdant saiba mais sobre forças malignas do que eu. De qualquer forma a culpa tem recaído em alguns fugitivos da prisão de Paris.

Agora sobre os acontecimentos de hoje: meu tio estava no campo e encontrou um corpo. Ou melhor, ossos. Automaticamente julgaram ser de um dos desaparecidos, mas bastou um médico colocar os olhos para saber que era impossível. Os ossos eram muito antigos. Parecia quase pré-históricos. Não dava para entender como ossos tão antigos tinham ido parar no meio do campo de trigo, tão expostos, sendo que não estavam ali ontem. Minha tia, que já estava ansiosa e agia como se soubesse de algo grave antes mesmo de saber sobre os ossos, se lembrou então de algo: a Danse Macabre.

Danse Macabre é a dança universal da morte, onde tudo e todos que vivem têm seu lugar um dia. Uma lenda antiga diz que em noites de lua cheia ou de lua nova, os representantes da Morte e as vezes até a própria se levantam e vem buscar os moribundos para a sua dança, lembrando aos que brincam com a morte de sua inevitabilidade.

A próxima lua cheia só acontece no início do mês que vem e a última lua nova aconteceu há 5 dias, o que faz com que a teoria de Magnólia se perca. Além disso, a Danse só ocorre em ciclos especiais da lua, como a da lua azul que aconteceu há

Diário de Kat – Anotações de Ellie

Estou na escrivaninha do quarto do Barão Noville agora enquanto ele dorme. Sinto-me cheia do meu primeiro "irresistente" (que é como Kat chama aqueles que oferecem seu sangue de boa vontade, mesmo que estejam hipnotizados para isso) e queria poder sair daqui, para que fosse mais fácil resistir à vontade de matá-lo de uma vez. Mas Kat pediu que eu ficasse aqui até que ela voltasse, então eu agradeço por pelo menos, estar com o diário dela e poder anotar tudo o que aconteceu nos últimos dias.

Começamos a pesquisa pela costureira. Fingi ser a irmã mais velha de Pierre e Kat levando-os para fazer novas roupas. Logo fiz perguntas sobre a moça de cabelos dourados que havíamos visto saindo da loja há alguns dias. Perguntas que ela respondeu com prazer: A garota se chama Sophie Hass e está para se casar com o projeto de nobre que dorme na cama às minhas costas. Perdeu a mãe e a irmã em um acidente assustador há 6 anos, coitadinha, e desde então mora com os tios. Tem 18 anos agora e é uma flor de menina, com um rosto cuja beleza só não se iguala à da pequena na qual ela tentava vestir em um vestido marrom tão sem graça que fazia Kat parecer uma criança, realmente.

Quando saímos da costureira, Kat disse que estava na hora de agir. Deixamos o cemitério ontem à noite e invadimos uma cabana há um quilômetro do castelo onde estou que tem comida o suficiente para Pierre.

Agora Kat está na casa de Sophie e eu era responsável por descobrir o máximo que eu pudesse sobre o barão, mas o idiota só sabia me encher de elogios sem sentido quando entrei em seu quarto no meio da noite e depois cedeu a hipnose tão rápido que eu estou achando que sua cabeça fosse completamente vazia.

Eu nunca vou entender homens, e muito menos como já pude me interessar por eles. São criaturas tão fascináveis pela beleza externa. E nem o sangue é melhor. Kat diz que tem algo a ver com o fato de mulheres serem mais suscetíveis a sentimentos por isso seus corações batem mais rápido com mais frequência, deixando o sangue mais saboroso com o passar do tempo.

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