L1|| XXVII. Psicologia Avançada

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Após acalmá-la com um copo de água, estamos sentadas no sofá da recepção, eu tentando convencê-la de que Bauer não aparecia aqui desde segunda

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Após acalmá-la com um copo de água, estamos sentadas no sofá da recepção, eu tentando convencê-la de que Bauer não aparecia aqui desde segunda.

— Como pode, Verena? Ele não atende minhas ligações mas vai viajar com a minha irmã, duas semana depois de ter ficado comigo? — Ela chora e eu sinto pena dela. Mas eu não sei o que dizer, então continuo ouvindo. — Desculpa por entrar assim e te assustar, mas é que eu não sei o que fazer, me subiu a cabeça, sei lá. Minha própria irmã! — Ela seca as lágrimas com a mão. — Eu não sei porquê ela faz isso comigo. Ela sabe que eu sou louca por ele!

E põe louca nisso. Foi uma cena e tanto. Deus que me livre chorar por causa de homem, ou fazer barraco. Nunca o fiz e nunca o farei. Ainda mais por homens como Bauer, que são a síntese da dor de cabeça feminina.

— Não esquenta, Alina. — Eu a conforto. Ela é maluca e barraqueira, mas é gente boa. — Essa semana foi bem parada. Um momentinho emocionante na sexta-feira não é nada. — Tento uma piada para elevar o humor. Ela ri. — Mas por que você achou que Bauer estaria aqui?

— Por quê a cretina da minha irmã já voltou de lá.

Não sei de quem é a culpa desse fuzuê todo, de Bauer ou dela, o que também não me importa, não tenho intenção nenhuma de me meter... mas não posso ignorar a dó que dá ver uma moça de coração tão quebrado. Qualquer ser humano normal teria compaixão.

— Olha, eu não vou te dizer que o Bauer tá errado, ou que é um canalha. Ou que a culpa é sua, apesar dele ter deixado claro que não queria nada sério... — Alina olha para mim, provavelmente se perguntando como é que eu sei disso. — Não cabe a mim e não vou tomar lados. Mas acho sinceramente que você não merece se deixar passar por isso, sabe. Eu posso te dizer várias coisas do tipo, "ah, ninguém merece suas lágrimas, bla bla bla". Mas a verdade é que dói. Pra caramba. E quando dói, a gente chora. — Ela presta atenção. — Dói ser traída pela irmã, dói gostar de alguém que não gosta de você, dói ver quem se gosta feliz com outra pessoa. E você tenta não pensar nele, e quanto mais você tenta, menos consegue. Chega uma hora que você começa a duvidar de si mesma, da sua inteligência, por que não consegue entender que esta pessoa não te quer e não você consegue para de querer ela. Mas todo dia, tem que dizer pra si mesma que vai passar. Que você não precisa correr atrás de ninguém. Quem te quer e te merece, nunca vai te fazer sofrer assim. Não parece, mas amanhã vai doer menos. Um dia, você não vai se lembrar de como se sente agora. Não parece mas esse dia vai chegar, Alina.

Ela me olha calada e atenciosa. É claro que eu estou falando isso mais para mim que para ela.

Um dia ouço meu próprio conselho.

— Eu não sei por que minha irmã é assim. Ela sabe como me sinto em relação ao Dimitri. Eu não sei se ele sabe que ela é minha irmã... Mas ela sabe dele! E ele devia ficar só comigo! — A sua voz falha quando tenta dizer isso. — Ele devia dar uma chance pra eu mostrar o quanto o amo, Verena.

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