Bip... Bip... Bip... - Escutava aquele barulho irritante que não sabia de onde vinha.



O que estava acontecendo? Por que meu corpo doía tanto?



Tentei abrir meus olhos, mas toda vez a luz branca me impedia. Na Terceira tentativa um rosto apareceu em minha frente.



Uma mulher loira, mais velha do que eu, com olhos verdes como os meus e que também se parecia muito comigo.



Oh meu Deus!



Fechei meus olhos rapidamente, como aquilo era possível? O que aconteceu? Eu estava morta? Não pode ser, aquela era...?

- Mãe? - chamei com a voz chorosa.



Não podia ser, como aquilo era possível. O que aconteceu?



De repente com um baque minhas memórias vieram como filme em minha cabeça, desde Tom me sequestrando até o momento em que eu levei um tiro enquanto tentava fugir.



O rosto de Nathan foi a última coisa que me lembrei, suas lágrimas, sua dor e sua voz dizendo que me amava antes de tudo acabar.



Senti uma dor imensurável em meu peito, aquilo não podia está acontecendo, não podia...



- Si...sim meu amor? - ouvi aquela voz que durante toda a minha vida sonhei em escutar, mas eu não me sentia totalmente feliz.



Senti lágrimas esquentarem minha bochecha.



- Eu morri? - perguntei tentando enxergar seu rosto, mas as lágrimas embaçaram minha visão.



- Não meu amor, claro que não... - senti sua mão delicada acariciando meus cabelos.



- Como não? Então como você tá aqui? Você tá morta... - chorei sentindo a dor daquelas palavras - Eu sempre, durante toda a minha vida sonhei em te conhecer, mas eu não queria morrer, não agora...



Não quando finalmente eu tinha encontrado uma forma de ser feliz, alguém que me fazia feliz!



- Eu sei querida, eu sei! Mas não se preocupe. Você não morreu!



Ouvir aquilo me deixou mais feliz, mas...



- Espera, mas como você tá aqui? Eu tô sonhando?



Ouvi-a sorrir, aquele som era tão bonito, mas bonito do que sonhei por toda minha vida.



Fiquei esperando a resposta, mas ela não veio. Então fechei meus olhos novamente, era estranho sonhar que estava sonhando...



Ei já vi isso em algum lugar - pensei.



- Mãe? - chamei me sentindo sonolenta.



- Sim meu bem?!



- Você me perdoou? É por isso que tá aqui?



- Te perdoei pelo que lindinha?



- Por ter feito você morrer, eu sei que foi minha culpa - eu sentia novamente as lágrimas em meus olhos que embaçavam minha visão - você me perdoou?



- Você devia descansar meu amor - sussurrou pra mim desconversando.



- Me desculpa, me desculpa... Tom sempre esteve certo! Você morreu por minha causa, me desculpa, desculpa - eu repetia em desespero.



Ouvi aquele "bip... bip" irritante disparar enquanto eu sentia o pânico me dominar e lágrimas escaparam de meus olhos.



- Ei, ei não, por favor, não! Não chora - ela pediu depressa e pude sentir parte do pânico que eu estava sentindo em sua voz - calma meu amor, calma.

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