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   Ao lado de Helena, estavam os filhos de Ártemis e Atena. Arqueiros e cavaleiros, respectivamente. Estavam chegando a Esparta. Ela começou a sentir um nervosismo muito grande, nunca esteve em uma guerra dessa proporção. Mas, apesar de tudo, ela se sentia segura. As pessoas em que ela mais confiava eram os filhos de Ártemis. E as pessoas em que ela mais deveria confiar eram os filhos de Atena. Os arqueiros eram capazes de acertar flechas a quilômetros de distância, e os cavaleiros eram os melhores estrategistas que poderiam existir.

   Eles viram o começo do exército espartano. Helena fez um sinal para que todos parassem de andar. Não era necessário ir para tão perto deles assim. Os dois exércitos estavam frente a frente. Centenas de soldados para os dois lados. Centenas de pessoas e semideuses, capazes de matar qualquer um que aparecesse em sua frente. Tinham muitas vidas que corriam perigo com essa guerra, e a maioria delas não estava presente para combater.

   -Não importa o que aconteça, a vitória tem que ser nossa! – Gritou Helena para o exército ateniense. – Arqueiros, se preparem para atirar. Cavaleiros, se preparem para matar. E soldados, marchem!

   Helena fez um sinal para que começassem a atacar. Todos a seguiram. Todos os arqueiros atiraram. Alguns espartanos já haviam sido atingidos. O exército ateniense avançava rapidamente em direção aos inimigos. Os arqueiros espartanos começaram a atirar. Algumas flechas foram acertadas, mas a maioria ficou nos escudos dos cavaleiros. Helena estava sendo protegida por três dos filhos de Atena. Quanto mais perto chegavam, mais flechas vinham, e mais atenienses foram sendo atingidos. O mesmo acontecia com o lado oposto.

   Os exércitos se encontraram. Helena avistou o filho de Ares no fim do exército, atrás de todos os seus soldados. Ela pediu para que os cavaleiros a acompanhassem e a protegessem para que conseguisse chegar até ele. Todos assentiram e foram abrindo caminho. Enquanto isso, os exércitos guerrilhavam entre si.

   Eram muitos soldados espartanos que protegiam o filho de Ares, mas os cavaleiros de Athena eram guerreiros muito melhores, e junto de Helena, conseguiram dizimar todos. Chegando até ele, Helena fez sinal para que voltassem e ajudassem o resto dos soldados.

   O filho de Ares estava sentado em uma carruagem totalmente bordada a ouro, e comendo uma maçã. Ele não parecia ligar para o que estava acontecendo.

   -Ora, ora, se não é a grande espadachim da Grécia bem a minha frente. – Ele não olhava para ela, apenas se deliciava com sua maçã – O que eu posso fazer pela senhorita, majestade?

  -Oi? Você está brincando comigo? – Helena se irritou com tamanha arrogância. – Eu vou te matar, e acabar com essa guerra de uma vez por todas.

   -Não me faça tomar medidas drásticas, realeza. – Ele parou de comer sua maçã.

   Helena perdeu a paciência com o garoto e com sua espada empunhada, avançou em direção a ele. Ele desceu da carruagem, empunhou sua espada e contra-atacou, jogando-a no chão. Ela se levantou rápido, ''que força é essa? Isso não é normal''.

   -Você não vai nem perguntar meu nome, gracinha? Prazer, Leonel, filho de Ares.

   -Eu sei quem você é! Não preciso perguntar. – Disse ela, limpando o sangue de sua boca.

  Leonel fez uma feição de quem estava orgulhoso por saber que ela o conhecia. E então avançou para cima dela. Tentou golpes que, se a acertassem, iriam executa-la instantaneamente. Mas ela foi ágil e esquivou. Dois soldados espartanos vieram para cima dela. Com um movimento rápido ela fincou sua espada no peito de um, rolou para o lado desviando do ataque do segundo soldado, e usou a espada do próprio espartano para executa-lo. Em seguida tirou sua espada do peito do soldado e voltou a prestar atenção no filho de Ares, que batia palmas para o seu feito. ''Quem esse cara é? Ele está me aplaudindo por matar o povo dele?'' ela não se conformava com as atitudes dele.

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