L1|| XIII. Intromissões Vizinhas

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Essa é a parte mais difícil

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Essa é a parte mais difícil. A parte em que explicamos tudo para os humanos que tiveram contatos com Mabel.

É a quarta vez que conto nossa história. Quinta, se você contar a vez em que o cara não quis ouvir e nos mandou embora. É cansativo explicar tudo, mas é honesto.

Uma vez, Alexis disse que seria mais fácil nocautear as pessoas, trazê-las até Igor sem que soubessem, ler suas mentes e devolvê-los as seguranças de suas vidas sem desconfiarem de nada.

Não acho que Alexis tenha sugerido isso por maldade. Ela tem mais dificuldade em entender ética humana. Eu não acho isso certo. Não se constrói um mundo melhor deixando vítimas para trás. Não se luta por liberdade promovendo violência contra indivíduos. Não se busca a verdade contando-se mentiras.

Uma coisa é me machucar. Este é o preço que EU resolvi pagar. Outra coisa é machucar outras pessoas.

Então, aos trancos e barrancos convencemos pessoas a nos ouvirem e ajudar. Até agora funciona.

Quando conhecemos a primeira pessoa que encontrou Mabel, ele sentia dores no corpo devido a feridas de uma queda de moto. Com intenção de ajudar, ofereci o elixir. Imediatamente se sentia melhor e estranhamente disposto a nos ouvir.

Comecei a suspeitar dos efeitos colaterais da bebida quando a segunda pessoa não foi tão mente aberta até aceitar beber o elixir. O mesmo com Jaqueline. E agora com Verena.

Não acho imoral, nem que estamos mentindo. Bebem porque querem. A mente aberta é apenas um dos bons efeitos. Mais nada. 

E apesar de Verena estar sob estes efeitos, ela ainda parece bem cética.

— Antes de Adaris ter suas portas fechadas, todos de lá visitavam outros mundos livremente, incluindo o mundo humano. — Explico.— Por sermos espécies parecidas, certamente viu alguma fada mas não reparou. Fadas tinham o costume de ajudar alguns humanos, realizando pedidos ou com poções. Discretamente, é claro. É aí que você entra. — A cara de Verena é um ponto de interrogação. — É possivel que você tenha conhecido Mabel, que ela tenha te ajudado. — Continuo. —Se nossas fontes estão certas, você viu Mabel quando era criança e ela pode ter te ajudado com magia, de alguma forma. E podemos localizá-la assim. Já a encontramos na mente de outra pessoa. Mas como a interação entre ela e Mabel não foi significante, não podemos localizá-la no agora.

— Como é que é? Eu não conheço nem conheci nenhuma fada. Pode ter certeza que se alguém fizesse algum tipo de urucubaca na minha frente eu lembraria. E tem mais. — Verena se levanta. — Que fontes? Quem sabe isso aí de mim? Seja lá quem for, mentiu pra vocês.

— Jaqueline também não lembrava e confirmamos a existência e aparência de Mabel através dela. — Alexis explica.

— Quem é Jaqueline?

Droga. Alexis deixou o nome escapar. Não deveria ter falado sobre ela.

— Não importa agora. — Alexandrai corta Verena, com aquele jeito delicado que só ela tem. — Apenas saiba que humanos podem nos ajudar.

ADARISOnde as histórias ganham vida. Descobre agora