L1|| XII. Verdades Em Pequenas Doses

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Respiro fundo

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Respiro fundo.

A dor de cabeça piora quando tento computar nela essa loucura. Fecho meus olhos e rio de nervoso. Não quero sair do meu quarto, não quero falar com ninguém. E tentando entender tudo, á tona me vem a memória o que descobri ontem sobre Lucas. Sua perfeita namorada. A cara de cachorro que caiu da mudança que ele faz quando olha para ela. Que bela forma que minha cabeça encontrou de melhorar uma manhã que já está uma porcaria.

Me levanto, relutantemente vou até a sala. Não quero pensar em Lucas e essa é provavelmente a melhor forma de evitar: tentando me livrar da dupla de piradas em meu apartamento.

— Está pronta para continuar a conversa, Verena? Sente-se melhor? — Cali me pergunta e parece preocupada com meu estado. Também pudera, eu estou com cara de quem irritou o Maguila ontem a noite, meu olho roxo uma prova disso.

Me sento na poltrona ao lado do sofá onde elas sentam lado a lado.

— Não. Minha cabeça ainda dói. E nada disso faz sentido.

Estou tentando ser educada aqui. Mesmo tendo levado um soco da Rihanna de plantão, não sinto nenhuma hostilidade vindo delas e não quero instigar tal sentimento. Um olho roxo é suficiente.

— Tome isso, por favor. — Cali me oferece o frasquinho de vidro de novo. — É o nosso pedido de desculpas.

Não sou a maior fã de medicina alternativa. Mas, com a prerrogativa de que o que não mata engorda, posso dizer que neste momento eu não estou afim de engordar, se é que me entendem.

Pego o frasco e bebo o líquido numa tacada só.

Aos poucos, minha cabeça para de doer. Minhas pernas e costas sentem-se como novas. Eu toco meu rosto na esperança de que o inchaço diminuísse. Melhor que isso: ele desaparece por completo. Me sentindo estranhamente disposta, corro até o espelho do quarto. O roxo sumiu. As olheiras também. Na verdade, olhando de perto, até algumas das espinhas que me apareceram esta semana sumiram!

E eu me sinto... Feliz? Por um momento, não me importo com nada que me aconteceu ontem á noite ou hoje de manhã!

— O que foi isso que tomei? — Perguntei ao voltar para a sala, me sentindo tão energizada que não queria nem sentar. Sinto como se tivesse tomado cafeína pura intravenosamente.

— É uma mistura de flores de Adaris e magia. — Cali responde orgulhosa de sua própria composição.

— Adaris? É alguma loja? Onde fica? — Preciso saber pois definitivamente me tornarei uma cliente.

— É de onde somos, Verena. — Cali responde e eu mal dou atenção. Estou andando de um lado para o outro, quase explodindo de inquietação. — Você vai se sentir um pouco... agitada por uns momentos, mas logo passa.

— Isso não é anfetamina, é? Vocês não me deram nenhuma droga não, né? — Eu provavelmente deveria ter perguntado isso antes de beber o troço.

ADARISOnde as histórias ganham vida. Descobre agora