Ho! Hey! Feliz dezesseis.

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— Florence, eu te amo

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— Florence, eu te amo. — encaro meu rosto, refletido pelo espelho sujo do banheiro. — Eu não sei quando isso começou, mas agora o sentimento está aqui, vivo, aflorando, e eu não consigo mais me conter.

— Vincent, pare de conversar sozinho e venha logo tomar o seu café da manhã! — minha mãe bate na porta, impaciente. — Ele está conversando com o espelho de novo, Louis.

— Deixe o garoto, Amélie!

— Estou preocupada.

As vozes diminuem gradativamente e eu continuo ali, parado, encarando meu corpo exageradamente esguio. No que estou pensando?! Florence nunca me olhará da mesma forma que eu a olho, também não suspirará como eu suspiro toda vez que ela aparece.
Apoio as mãos na pia e aperto o mármore claro. Aperto tanto que os nós existentes nos meus dedos clareiam, tomando uma cor amarelada.

— Hey, bonitão. — a porta é aberta e eu agarro o nó da toalha que pendia em meu quadril. — Opa! — a garota de cabelos escuros fecha a porta, soltando uma alta gargalhada.

— Florence! — protesto. — Se a porta está fechada, significa que você tem de bater antes de entrar.

Ela não tinha.
Florence sempre teria todas as portas abertas para ela, tanto as de casa, quanto a do meu coração.

Eu sei, me desculpe. — ela abre apenas uma brecha e me encara pelo espaço. — Você não pode brigar comigo, Vince, é o meu aniversário.

— Eu não estou brigando. — abro toda a porta. — Pensei que fosse tomar café da manhã em casa.

— E eu ia, mas o meu pai teve que sair logo cedo. — um lampejo de tristeza atravessa seu olhar. — Não queria tomar café da manhã sozinha.

— E você, por acaso, avistou os meus pais?

— Eles estão te esperando para o café da manhã. — Florence me segue pelo corredor a fora. — Tia Amélie fez panquecas sorridentes e colocou até uma velinha. Eu adoro a sua mãe.

— Ela também te adora.

O meu quarto costuma me deixar orgulhoso. São prateleiras e mais prateleiras lotadas de livros que já li, uma bancada super organizada de estudos e uma cama bastante confortável, onde os lençóis permanecem milimetricamente colocados.

Me sinto em paz aqui dentro.
A janela tem como paisagem o jardim da casa, onde mamãe plantou dezenas de jasmins. Durante a tarde, quando o sol está quase partindo, o cômodo é tomado por tons de rosa e alaranjado.

Florence adora rosa e alaranjado.

Eu adoro Florence.

Hey! — gesticulo com uma das mãos. — Não coloque os pés na minha cama.

— Você é chato pra cacete. — ela arqueia uma das sobrancelhas. — Mas eu prometi que nada me irritaria hoje, afinal, tenho 16.

— Wow! Cuidado, mundo! Florence Bingley tem 16 anos e está sedenta. — ela gargalha alto e lança um travesseiro em minha direção.

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