Isso é uma péssima ideia

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~Elizabeth Cooper

As aulas se passaram, e eu fui para a minha casa. Ninguém estava lá, minha mãe deveria estar trabalhando, e meu pai deveria estar em algum bar da cidade. Só tinha a Polly, ainda trancada em seu quarto.
Vou até o quarto da Polly, e bato na porta.
- Quem é?- Polly pergunta de dentro do quarto.
- Você não pode ficar trancada aí para sempre.- Comecei a falar.- Polly, supera! Você viajou, uma vida nova, uma escola nova, na qual você nem foi ainda! Conhecer novas pessoas, será bom, ainda mais conhecer meninos, melhores que o seu namorado de Los Angeles.
Tudo ficou em total silêncio durante alguns segundos.
- Polly?- Pergunto batendo mais uma vez na porta.
- Eu ainda estou aqui, Betty.- Ela falou com uma voz de quem estava chorando.
- Abre a porta, saia daí de dentro!- Mandei, em um tom mais alto na voz.
Ouço um barulho da chave destrancando a porta. Polly a abre e olha para mim com um olhar triste.
- Eu sou mais velha que você.- Ela começou sorrindo de lado.- Não pode mandar em mim.
Polly era quase um ano mais velha que eu.
- Tem uma lanchonete muito boa aqui, chamada Pop's.- Falo sorrindo sem descolar os lábios.
Ela apenas me olha, esperando eu falar mais alguma coisa.
- Eu ia lá agora. Quer ir comigo?
- Quero.- Polly responde sorrindo.
- Então tá. Se troca, estou te esperando lá embaixo.- Me viro para a escada.
- Obrigada, Betty.- Ela agradece ainda sorrindo.
Eu apenas dou um sorriso, e vou em direção a sala. Me sento no sofá, e espero Polly descer.
      Escuto um barulho na escada, olho para trás e Polly já estava quase perto de mim. Eu me levanto e olho para ela sorrindo.
- Vamos?- Pergunto.
- Vamos.- Ela sorriu e foi em direção a porta.
      A segui até a porta, ela a abriu e depois olhou para mim, já que ela não sabia o caminho para ir ao Pop's.
      Fomos andando até o Pop's, sem falarmos nada. O caminho inteiro nós ficamos quietas, só olhamos para a cara uma da outra.
- É aqui.- Falo apontando para a pequena lanchonete vermelha.
- Espero que seja bom.- Ela fala sorrindo.
- Mas é.- Respondo indo em direção a porta de entrada.
      Nós entramos e depois nos sentamos em uma mesa no canto. Chamamos o Pop Tate para anotar os nossos pedidos.
- O que vai querer?- Pergunto olhando para Polly, que estava vendo o cardápio.
- Huum.- Ela respira fundo e volta a olhar para o cardápio.- Tudo parece ser tão bom, não consigo escolher!
       Dou uma risada de leve e depois olho para o Pop.
- Eu quero um milkshake de morango.- Falo sorrindo.
- Eu vou querer.- Polly olha mais uma vez o cardápio e depois volta a olhar para o Pop.- Vou querer um milkshake de morango também.
- Está bem, meninas.- Falou Pop colocando a sua pequena caderneta em seu bolso.- Eu volto já.
      Olhei Pop indo embora e depois me viro para Polly.
- Já conheceu bastante pessoa?- Polly pergunta sorrindo de lado.
- Não muitas.- Respondo apoiando minha cabeça nas minhas duas mãos.
- Algum menino?- Ela questiona sorrindo maliciosamente.
- Talvez.- Olho para baixo e depois volto a olhar para Polly.
      Ela arqueou uma sobrancelha olhando para mim.
- Qual o nome dele?- Ainda sorria maliciosamente.
- Jughead.- Falo sorrindo.
- Huum.- Ela ainda sorria.
- O que foi?- Dou uma leve risada.- É só um garoto.
- Só um garoto?- Ela questiona arqueando uma sobrancelha.
Polly conseguiu me deixar vermelha, não tanto quanto com Jughead, mas com essa conversa, ela conseguiu me deixar um pouco vermelha.
Pop chega com os milkshakes, sempre sorridente.
- Obrigada, Pop!- Agradeço pegando o meu milkshake.
- Obrigada.- Polly fala sorrindo e também pegando o seu milkshake.
Olho para Polly, que estava com cara de interrogação.
- O que você quer saber?- Questiono.
- Como ele é?- Ela pergunta, eu fico confusa.- Jughead, como ele é?
- Ah.- Paro para pensar um pouco.
Ela ainda olhava para mim, o mesmo olhar, querendo saber de tudo o que estava acontecendo na minha vida.
- Ele é bonito?- Perguntou Polly mais uma vez.
- Lindo.- Respondi envergonhada.
O sorriso de Polly, abre mais ainda.
- É melhor ele cuidar bem de você, se não eu mato ele.- Dou uma risada, e tomo meu milkshake.
- Ele cuida.- Respondo com um sorriso de lado.
Polly toma um gole do milkshake e depois olha para mim com os olhos arregalados.
- Isso é muito bom!
- Nunca tinha tomado milkshake antes?- Questiono.
- Já.- Ela começa.- Mas não como esse.- Fala lambendo os lábios.

~Jughead Jones

      Estava em casa, olhando para a porta do quarto do meu pai, que ainda estava trancada. Esperava que ele abrisse, mas não foi o que aconteceu.
Não sabia o que iria fazer agora. Meu pai precisava sair daquele quarto, ele precisava me ajudar e eu precisava ajudar ele. Faria o que for preciso, para conseguir ajudar ele.
Ainda estava parado, na frente da porta do quarto dele. Não ouvia nenhum barulho de dentro, nem sabia se ele estava vivo, ou se ainda estava dentro daquele quarto.
Respiro fundo e bato na porta.
Não ouço nenhuma resposta. Então bato mais uma vez. Nenhuma resposta.
Tento abrir a porta, e ela se abre. Me deixando em um quarto vazio. Ele não estava lá, deveria ter saído em quanto eu estava na escola.
- Meu Deus.- Estava com os olhos arregalados olhando para a cama bagunçada dele.- Onde ele pode estar?- Pergunto para mim mesmo.
Tinha apenas uma opção da onde ele estava. Junto com os serpentes. E foi para lá que eu fui. A toca dos serpentes, um lugar que eu já tinha ido antes, também para buscar meu pai que havia bebido demais, ele não consegue se controlar quando bebe.
Conheci alguns serpentes, legais e os durões como o Tall Boy. Tinha a Toni e o Sweet Pea, eles estudam na escola do Sul, são legais e não se parecem com os outros serpentes durões.
Então eu fui até a toca dos serpentes com a moto do meu pai. Tinha aprendido a andar nela, quando estava precisando de comida, e meu pai não estava em casa. Foi só depois que ele comprou o carro.
Chego lá e estaciono a moto do lado de fora. Desço uma escada que ia direto para o bar dos serpentes. O que eu consigo ver, é meu pai e o Tall Boy discutindo, e todos em volta gritando.
- O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?!- Grito o mais alto que pude.
Todos se viram para mim assustados.
- Jones.- Tall Boy começa.- O que faz aqui?
- O que vocês estão fazendo?- Pergunto em um tom mais baixo.
Meu pai se vira para mim, com um olhar desapontado.
- Seu pai quer voltar.- Uma mulher loira apareceu do meio da multidão.- Mas ele não pode.
Ela parecia ser a Penny, nunca havia visto ela antes.
Respiro fundo e vou até o Tall Boy.
- O que vocês estão fazendo?- Pergunto mais uma vez tentando me acalmar.
- Como a Penny já disse, seu pai quer voltar.- Ele começou, mas eu o interrompi.
- É claro que ele quer voltar! Isso é a vida dele!- Respondo.
- Ele não pode voltar.- Tall Boy falou se virando para o meu pai.
- Mas porque ele não pode voltar?- Questiono.
Tall Boy fica em silêncio, pega o braço do meu pai levantando a manga da sua blusa e mostrando a sua tatuagem.
- Vamos arrancar a tatuagem dele, e você vai ficar para ver tudo.- Tall Boy fala com uma voz assustadora.
Dois homens musculosos chegaram por trás de mim me segurando pelos braços.
- O que?! VOCÊS NÃO PODEM FAZER ISSO!- Grito, tentando me soltar dos homens.
- Sim, podemos.- Penny chega perto do meu, tirando uma faca do bolso da calça.
Olho para o lado e vejo Toni e Sweet Pea, eles olharam para mim respirando fundo. Toni mexeu a boca como querendo falar: eu sinto muito.
Volto a olhar para a Penny e meu pai. Tall Boy o sentou em uma cadeira, e prendeu os seus dois braços.
- PAREM COM ISSO!- O desespero tomou conta de mim, me contorcia tentando me soltar.
Penny se sentou em uma cadeira na frente do meu pai, e levantou a faca.
- Serpentes não ferem um ao outro, não é?- Questiono tentando me acalmar e acalmar tudo a minha volta.
Ela se vira para mim, arqueando uma sobrancelha.
- Tem razão, mas seu pai não é mais um serpente.
- O que ele fez para você? Isso não é nem um pouco necessário!
Penny continua olhando para mim.
- Tem um jeito de você ajudar o seu pai.- Ela fala com um sorriso que conseguiu me assustar.
- Como?- Questiono.
- Se tornando um de nós.

OMG
GOSTARAM?
Eu odeio a Penny rs
Beijinhos

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