Não faça isso

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~Elizabeth Cooper

      Acordo e me sento na cama, ainda pensando na noite que tive com o Jughead, e também pensando se aquilo tudo foi sonho, ou realmente aconteceu.
      Olho para a maçaneta da porta e vejo que o moletom não está lá. De repente minha mãe entra no quarto com o blusão na mão.
- De quem é isso?- Ela perguntou arqueando uma sobrancelha.
- É...- Penso por um segundo, depois olho para a minha mãe que estava esperando uma resposta.- É de um amigo.
- Amigo? Que amigo? Como você está com isso?- Ela realmente fez muitas perguntas.
- Depois do baile, eu estava sentindo frio, e esse meu amigo tinha esse casaco dentro do armário dele, então ele me emprestou.- Respondo, mentindo novamente.
- Entendi.- Ela colocou o moletom de novo na maçaneta e olhou para mim.- Trate de entregar isso amanhã!
- Pode deixar mãe.- Dou um sorriso de lado, e espero minha mãe sair do quarto.
      Me deito novamente e começo a dar uma risada baixa, não estava acreditando que estava mentindo tanto para a minha mãe ultimamente.
Pego meu celular que estava em cima da minha cômoda, e olhos as mensagens esperando uma mensagem de Jughead, o que eu não vi. Desliguei meu celular e o coloquei de volta na cômoda. Me levanto da cama e vou comer alguma coisa.
Desço as escadas, e meu pai estava assistindo ao seu noticiário como sempre.
- Betty, vai sair hoje?- Ele pergunta se virando para mim.
- Hoje não.- Vou até ele.- Porque?
- Eu e sua mãe estávamos pensando de ir fazer alguma coisa juntos, faz tempo que não fazemos algo assim.- Ele responde com um sorriso de lado.
Achei estranho ele me perguntar isso, meu pai é um cara que não sai com a família, fica o dia inteiro sentado no sofá vendo noticiário e bebendo cerveja, ele não trabalha com nada, ou seja, não faz nada da vida.
- Está bem.- Dou um sorriso sem descolar os lábios, e depois vou até a cozinha.
Abro a geladeira e pego algumas panquecas. As esquento no microondas e depois me sento para comê-las.
      Minha mãe chega na cozinha com um cesto de roupas na mão, e o coloca em cima da mesa.
- O que foi?- Pergunto para ela.
- Nada.- Ela responde, sorrindo de lado.- Vai sair com a gente hoje?
- Claro, acho que nunca fizemos isso antes.- Levanto meus ombros e respiro fundo.- A Polly vai?
- Não sei. Pergunta para ela, se ela quiser ir.- Minha mãe da mais um sorriso.
- Está bem.- Acabo de comer, coloco meu prato na pia e depois vou até o quarto da Polly.
      Bato na porta esperando por uma resposta.
- Quem é?- Ouço uma voz de dentro do quarto.
- Sou eu, Polly.
      Polly estava trancada naquele quarto a dias. Eu e minha mãe achamos que ela está em depressão ou algo do tipo, por causa do seu namorado de Los Angeles.
- Betty.- Fala Polly abrindo a porta.- O que quer?
Polly estava com os olhos vermelhos, parecia que tinha chorado todos os dias em que esteve trancada nesse quarto.
- Nós vamos sair juntos, você quer ir?- Pergunto sorrindo sem descolar os lábios.
- Não, obrigada.- Ela fecha a porta na minha cara.
- Está bem.
Me viro para descer as escadas e vou até minha mãe na sala.
- Ela não vai.- Falo levantando os ombros.
- É uma pena.- Minha mãe parecia estar tão triste com a Polly.
Dou um sorriso de lado como um: sinto muito, e depois subo para o meu quarto, e me troco para sair com meus pais.

~Jughead Jones

Acordo no meio da tarde, esfregando meus olhos e bocejando.
Eu acho que dormi de mais.
Olho para o despertador em minha cama, e vejo que já estava quase no fim da tarde.
Eu realmente dormi de mais.
Meu pai já não estava mais em casa, deveria estar trabalhando no Pop's ou com os serpentes. Ele já não ficava parado em casa a um bom tempo.
Não estava com nada para fazer, e não queria ficar no Pop's me entupindo de milkshakes, hambúrguers e batatas fritas pelo resto da tarde. Então fiquei em casa assistindo televisão e esperando pela chegada do meu pai.
Depois de mais ou menos uma hora, meu pai chega em casa furioso e sem a jaqueta dos serpentes.
- Pai!- Me levanto do sofá rapidamente.- O que aconteceu?!
- Eles tiraram tudo de mim!- Ele começou quase gritando.- Tall Boy não vai mais conseguir ajudar a gente, e a Penny, ela tirou tudo de mim!
Estava assustado de mais para questionar alguma coisa.
- Meu Deus.- Respiro fundo e Coloco minhas mãos nos ombros do meu pai.- Se acalma.
Ele respirou o mais fundo que pode e voltou a olhar para mim, seus olhos estavam lacrimejando. Os serpentes eram importantes para ele, era a segunda família dele.
- Por que a Penny fez isso?- Pergunto tirando as mãos dos ombros dele.
- Porque eu não estava mais fazendo o que ela queria.- Ele responde se virando de costas para mim.
- O que ela queria?
- Que eu estragasse drogas.

OMG
Espero que tenham gostadoooo
Bjinho 💓

a love story. ❃ bugheadLeia esta história GRATUITAMENTE!