Ao acordar, o sol do meio dia já tinha ido embora. Estava entardecendo...

Corro para baixo para ver se algo mudou, mas, tudo continua igual. Nada se alterou. Ninguém chegou, apareceu ou deixou alguma pista.

Quero ver o que aconteceu com Helena e saio para ir à casa dela...

São poucos quarteirões de minha casa, aliás, da casa de meus pais. Crescemos juntos no mesmo bairro, mas, não convivemos antes daquele dia que nos encontramos no Bar da Praia. Lá é o point de pessoas que saem do escritório e vão tomar alguns drinks antes de irem para casa. Hora de se reunir com os amigos e jogar conversa fora. Típico de cidade grande. Ela estava linda, com seu vestido florido de margaridas, estampas grandes, bem primaveril. Suas sandálias de plataforma alta, azul-turquesa combinando com a pulseira e a bolsa, ornavam com sua figura alta, esguia e imponente. Seus cabelos dourados e olhos cor de mel acompanhavam o rosto fino e comprido. Uma representante nórdica perfeita.

Chego em menos de cinco minutos e logo subo para ver o quarto dela. Quero saber como ela ficou depois de ontem à noite. A casa tem uma tranca, que é acionada quando se aperta uma alavanca pelo lado de dentro da parede do muro. Está fácil de pular o portão e ir acioná-la.

A entrada em meia lua esconde a porta num abrigo para quem entra. A parede azul marinho, com ramos de rafia, traz a ideia de uma construção moderna e aconchegante. Um pórtico imponente no lado de dentro, abrigo de madressilvas, lírios e suculentas que escorrem pelos vasos em desalinho com o chão, recebem os visitantes na porta da casa. O cachorro neném não aparece para me cheirar, como sempre. Abro a porta de madeira embranquecida, com seus vidros laterais e os detalhes de decoração deixando a noção de uma casa chique e de muito bom gosto.

Corro escada acima, para ver o quarto de Helena. Ela deixou o vestido de voal branco com flores amarelas, que ela colocou ontem em cima da cadeira. A sapatilha azul, com detalhes brancos, estava em baixo da cadeira. E seu colar de pérolas estava na cômoda. Como se ela, também, tivesse saído apressada, sem deixar pista.

O perfume em seu lenço de pescoço, toque feminino, nesse traje de primavera, deixa-me morto de saudade. Não consigo me conter. Minha alma carrega seu amor e reserva o espaço para ela, em minha vida. Estava criando coragem para viver com ela e experimentar saber se nesse casamento poderia ser mais feliz, do que foi o dos meus pais.

A noite passada esteve tão perfeita!!! Porque você me deixou assim?

A dança da salsa sempre nos aproximou. As cadeiras se remexem e movimentam essa sexualidade, deixando à flor da pele, a vontade de estar com ela nua e beijar seu corpo todo.

Saímos do bar e fomos para o Motel.

Não creio que tenha algo que me dê mais prazer do que deixar seu corpo pronto para a grande festa. Ela é muito melindrosa e sempre se faz de rogada na hora que começamos, mas, quando se solta, ela fica inebriada de prazer.

Então, vou com calma. Beijos e carícias, trocamos muitas, antes de chegar a hora. Até subir ao andar de cima brincar na piscina que o Motel tem. Não me importo com a demora. Ela vai preenchendo o tempo com suspiros, respirações ofegantes. A língua morna, trava uma batalha com a minha e se engalfinham pelo céu da boca, nessa sensação de ficarmos cada vez mais íntimos, mais aconchegados um no corpo do outro. Pego seus cabelos e puxo para traz num movimento de dizer "te quero" e beijo sua boca com vontade, deixando-a sem ação. Nessa hora, ela responde com um grito selvagem e rebola em minhas mãos que já desceram em suas cadeiras, para fazer um movimento de deixá-la nua. E eu perversamente, obrigo a pedir, implorar para que eu tire sua roupa. Movimento que a faz maluca e se solte, com desespero por esse momento de entrega.

− Espera Helena, tem muito mais para seu prazer.

− Por favor, Arthur, você me deixa em ponto de bala, sou louca por você.

− Mas, eu nem comecei ainda?

Enfio minhas mãos em seu vestido por baixo e por dentro, vejo seus mamilos entumecidos e sinto o que está acontecendo em sua calcinha molhada, que me impetra uma sensação de estar doido de prazer.

− Você não aguenta mais nada agora, gatinha linda...

− Só quero você em mim.

− Não me provoque donzela!!!

− Mas, é tudo o que eu quero!!!

− Tem certeza? Tem mesmo a certeza de que não vai se arrepender?

− Assim você me faz sofrer, Arthur!!!

− Sofrer com esse tesão todo, menina linda? Falo acariciando seus mamilos e roçando minha perna por entre as suas coxas.

Retiro seu vestido num puxão deixando seu corpo seminu só para eu ver. Afasto-me e admiro essa pele rosada, suas pernas torneadas, o quadril pequeno e o corpo longilíneo, nada pode me deter agora. Cerco a beijando e sigo com minha boca em seu pescoço percorrendo com a língua seu ouvido, a nuca e viro-a para colocar minhas cadeiras junto as dela. E ela sofre, com gritos de tesão e de ardor se arrepiando toda e me deixando, cada vez mais, com vontade de ter tudo aquilo para mim.

Ela faz um movimento de voltar e tirar minha roupa que eu reprimo, buscando o feixe de seu sutiã para desatar e deixar todo seu dorso a mostra. Seios pequenos, mas, perfeitos, com os mamilos rosados, eu a toco com as mãos vindas por traz, roçando seu pescoço com a língua. Não vou dar trégua pra ela!!!

Acomodo meu membro em sua bunda e faço roçar aquilo que aparece agora, por baixo da calça bege de sarja, que eu gosto tanto. Ela sente a intumescência e grita travando a bunda em minhas cadeiras e remexe como eu gosto...Ah!!! Eu adoro esse movimento, que me aproxima de suas nádegas e me deixa com vontade de fazer tudo o que está em minha mente.

Lá vou eu, mais uma vez, com as mãos, aproximando de sua vagina e chegando agora a tocá-la encoxando suas cadeiras na minha. Ela está completamente entregue... Faço com que ela gema, grite, esperneie, pedindo para eu penetrar e com habilidade, deixo com que ela retire minhas roupas sem parar de bulir, agora ela virada de frente pra mim...Mas, tem muita coisa pela frente. A piscina nos espera.

Não consigo esquecer esse momento!!! Ela, entregando-se para mim, deixa-me com a sensação de ser o melhor homem do mundo. Não é possível que eu esteja sozinho, assim como eu estou agora. Doces lembranças, são a coisa mais importantes que eu tenho nesse momento. Sinto seu perfume através do lenço da cômoda e vejo seu corpo junto ao meu numa entrega final. Mas, tenho vontade de chorar. A mistura de sentimentos, de satisfação e dor me deixam atônito. Estou sem saber o que fazer com dois sentimentos opostos. Não quero deixar ir essas lindas lembranças, porém, a dor de viver assim sozinho fica desoladora. É a terceira vez em um dia que eu tenho vontade de chorar. Meu recorde.

− Meu docinho, se podes me ouvir, eu te amo com todo o meu ser. Queria voltar no tempo e te pedir em casamento, levar-te pra minha casa, fazer amor com você o tempo inteiro... Sem impedimentos, reservas, entregar-me todinho a você. Eu nunca te disse isso, mas, eu te amo mais que tudo na vida... Brota em mim um sentimento avassalador, de uma grande emoção que eu nunca tinha experimentado na vida. Eu sempre tão racional, tão senhor de mim, cheio de razões, não dava espaço para essas coisas de sentimentos. Porém, é isso que me resta agora. Sou todo seu. E, não troco você por nada nesse mundo. Queria muito que você soubesse isso.

Minha emoção aflora com mais profundidade e as lágrimas, que escorrem, me falam das besteiras que eu fiz até agora na vida. Uma delas é deixar que minha mãe programasse tudo o que eu deveria fazer e permitir que você ficasse de lado tanto tempo. Imagino como você deve ter sofrido, porque sei que essa entrega de corpos que temos é muito especial. E só com amor chegamos ao nível dessa intimidade.

Procuro sua voz em meus pensamentos e ouço seus gritos de prazer, sons que eu não quero esquecer jamais.

Tantas lágrimas caem em meu rosto. Não posso me conter. Já é noite e eu adormeço em sua cama, com seu cheiro, chorando com uma criança.

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