Capítulo 25 (maratonaaaa)

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As horas se arrastam e duram mais do que eu consigo suportar, minha impaciência é palpável e Alex tenta me distrair em vão.

Não consigo deixar de pensar no quanto minha vida desandou depois daquele bendito dia que eu vomitei na frete das vacas. Irônico ,já que algumas religiões consideram a vaca um animal sagrado.

Não consigo evitar a dor de ter perdido meus familiares, mas ainda não me permito senti-la ,não mais. Pego-a e a guardo em uma caixinha em minha  mente.

Começo a pensar no quanto meu plano pode dar errado e vejo que as possibilidades são enormes.

Balanço o pé como forma de evitar meu estresse e até Alex percebe.

Andamos em uma estrada deserta quando só nada algo bate na nossa lateral e o carro rola, me solto do sinto e saio de lá de dentro assim como Alex, quando nós saímos não temos tempo nem de respirar já que os lobos amaldiçoados que nos cercavam nos ataca, me desvio e olho para Alex.

Mas me arrependo na mesma hora quando ele me lança um olhar arrependido.

Ele me entregou.

Não consigo me defender e logo os lobos colocam um pano na minha boca já familiar e eu apago.

....

Quando acordo percebo que eu estou em um espaço muito pequeno.

Grito e espalmo a caixa que me prende ,até que por fim acabo ficando rouca.

Bato na caixa que não se arranha e tenho que forçar muito minha visão para enxergar algo, a madeira tem Wolfsbane ,só assim para me deixar fraca como estou.

Me abaixo e me sento pensando na idiotice que eu fiz. Tento me conectar mentalmente com Ian ,mas não dar em nada.

Dentro desta caixa eu sou apenas uma garota que perdeu tudo,nada mais. Eu sou um trunfo para usar sobre os alfas.

Percebo o quão idiota foi meu plano e minhas ações, agora se os alfas não resolverem abraçar de vez sua besta interna, só restará a morte.

Inacreditável em como a morte me cerca de perto. Com 10 anos fui atropelada quase morri,antes disso minha mãe morreu,tive anorexia e quase morri ,minha avó morreu, fui atacada por um lobo amaldiçoado e alguns lobisomem ,meu pai ,Aline, tia Mara e tio Caio e Aylon morreram ,e sinto que muitas outras pessoas vão morrer.

Por que minha vida não pode ser mais fácil ? Só um pouco mais natural e não sobrenatural...

Agora é tarde ,já perdemos tudo.

Sou arremessada contra a parede da caixa quando a mesma balança.
Bato a cabeça na caixa e o sangue desce quente pelo meu rosto.

Respiro fundo.
Se eu não arrumar um jeito de sair daqui todos que ainda me restam irão morrer. Tenho que ser forte,tenho que conseguir dar um jeito.

Apalpo a caixa ,mas ela é pregada e não consigo encontrar uma porta, dou pulinhos tentando observar qualquer coisa pela fresta que tem em cima, mas não vejo nada.
Tento encontrar qualquer sentido meu ,mas todos estão bem desaparecidos.

Então finalmente torno a me sentar e ficar quieta, o jeito é esperar. Sinto a caixa sendo transportada e colocada em outro lugar, sinto também quando ela começa a ser aberta e me preparo para me lançar contra essa pessoa.

Meu plano é falho já que assim que a caixa é aberta e me jogo para fora dela caio no chão sentindo meus sentidos voltarem como pancadas.  A pessoa que  abriu a caixa sai e me deixa no lugar que eu estava e eu nem mesmo vi seu rosto, como eu vou saber quem é para poder o matar depois?

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