Capítulo 3

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Sigo pelas ruas balançando a cabeça para esquecer.
Eu já melhorei... Eu me cuidei.

Ando pelas ruas ,mesmo no lugar que estou não consigo evitar o medo de alguma das duas bestas aparecerem na minha frente e me atacarem. Isso não vai acontecer Megan! Pelo menos eu espero que não aconteça...

Resolvo comprar uma maçã mesmo não estando com fome ,vou até o mesmo supermercado que fui no dia que achei a carteira de Brandon.

  Brandon... Não consigo deixar de lembrar-me o quanto o beijo dele é quente,bom e o quanto eu desejo poder repetir... Não, chega Megan. O pior de tudo é a sua pose de quem é dono do mundo...

Compro uma barra de chocolate ao invés de comprar uma maçã. Pois é ,tempos desesperados.

— Olha quem está aqui — Escuto uma voz conhecida assim que saio com a barra de chocolate na mão,respiro fundo e me viro para Brandon, esse dai não morre cedo.

— Digo o mesmo — Respondo apenas por responder.

— Chocolate — Ele caminha até minha frente e se inclina para frente — Não tem medo de engordar? Vai ficar gorda hein!

Fico branca ,tenho certeza disso quando o sorriso presunçoso de Brandon desaparece.

— Você acha? — Jogo o chocolate na lixeira mais próxima.

Não vou engordar! Não mesmo.

— Porque você fez isso? Você não vai engordar nem se comer 40 barras daquela! Você é muito magra...

Ele para de falar e me encara.

— Você tem anorexia?

— Não ,mas tive quando fiz meus 13 anos — Falei sinceramente.

— 13 anos? Você era muito nova!

— Eu tinha acabado de entrar na puberdade e não tinha mãe, quis ter um corpo perfeito e fui ficando cada vez com mais anorexia.— Expliquei.

— Tem quanto tempo que você melhorou? Espera ,você tem quantos anos?

— Estou curada a um ano e alguns meses, tenho 16 e 8 meses.

Expliquei respondendo a sua pergunta.

— Não saia dai! Estou falando sério! — Diz ele indo até o supermecado.

Espero,não sei porque mas espero até ele voltar com várias sacolas.

— Vem comigo— Diz ele segurando minha mão, me deixo ser guiada até o carro que ele usava no dia que perdeu a carteira,paro de andar na hora.— O que foi?

— Não vou entrar no seu carro, você pode ser um sociopata!

— Quem sabe eu seja mesmo, não quer arriscar?

— Não! — Falo revirando os olhos.

— Deixa de ser medrosa ,se você vir comigo eu respondo apenas uma pergunta sobre o que aconteceu na quele dia na cachoeira.

— Sério? — Ele afirma e então entro no carro.

— Então , para onde vamos?— Pergunto.

— Para praça ,eu queria te levar para a reserva ...

— Não mesmo — Eu o interrompo.

— Mas eu acho que você não vai querer ir lá... Mesmo comigo ,nada vai te acontecer enquanto você estiver comigo.

— Então tá ... Você sabe o que aconteceu naquela noite ?— Pergunto.

— Sei.

— O que é que aconteceu?

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