1. Porasy (parte 2)

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O dia do aniversário de Porasy chegou e passou sem festa, sem aglomeração. A mãe fez um bolo só para os de casa. Agradeceram a Deus por sua vida, cantaram parabéns e foi só isso. A garota ganhou alguns presentes baratos, como brincos e colares, algumas roupas e um par de tênis. Este último fora ela quem escolhera e por isso mesmo era do jeito que ela queria.

A promessa de algum evento mais significativo ficou para o próximo mês, quando a irmã mais velha também completaria anos. Comemorariam assim os dois aniversários em um só dia. Os treze anos de Porasy e os quinze de Yvy Rajy. Estavam no mês de março e os pais acreditavam que poderiam angariar o dinheiro necessário para fazerem a festa para suas duas filhas. Poderiam até fazer as três festas juntas, pois a pequenina Amandy, a irmã caçula, completaria cinco anos em maio.

Com essa informação sendo divulgada de casa em casa e nas rodas de tereré, as pessoas começaram a se agitar na comunidade. Aguardavam a festa e imaginavam como ela seria. Queriam música, guaxirê, refrigerante e bolo, não muita coisa além disso. Em especial, bolo.

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Anexo

Aqui uma foto do lugar chamado Apyka'i, onde indígenas Kaiowá vivem a espera que o governo federal demarque suas terras e possam sair da beira da estrada.

Essa é uma das casas do local. Ao fundo é visível a rodovia e os carros e caminhões que passam o tempo todo.

 Ao fundo é visível a rodovia e os carros e caminhões que passam o tempo todo

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Deste local meninas como Porasy e as irmãs pegam o ônibus para a escola. Aqui é o Tekoha dessa comunidade indígena: o lugar de serem o que são. Aqui viveram, morreram e foram enterrados os seus antepassados. Ao fundo pode-se notar as lavouras dos brancos a perder de vista. Lavouras e fazendas sobre terras tradicionais indígenas.

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Porasy e o estranho mundo das histórias de seu avô indígenaOnde as histórias ganham vida. Descobre agora