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Pen Your Pride

VOCE O CONHECE ?

2.8K 202 10

Você o conhece ?

 Catherine P.O.V.

Fiquei em meu novo dormitório sentada em minha cama, como nos últimos dias, pensando no porque de ter ajudado Oliver, sendo que para ele, eu era só mais uma, como eu era para Mathew, se é que eu era algo para ele.

Mas a verdade era que aquele era o meu jeito, sempre ajudando as pessoas que não se importam comigo, em troca de talvez um dia, não estar sozinha, mas eu sempre estou.

- Catherine. – Minha companheira de dormitório, Camila, me chamou. –  A senhorita Harris está te chamando. – Avisou. Ela era um caso a parte, parecia ser uma menina de ouro, eu já a considerava uma amiga.

Saí, com os jeans surrados e regata branca que meu pai me dera para vestir no hospital, antes de vir para cá e fui até a recepção e vi o moreno dos olhos castanhos, alto e magro, com cabelos bem curtos e um sorriso enorme e contagiante.

- Cade. – Gritei e pulei em cima dele, derrubando nós dois no chão.

- Pequena. – Ele disse sorrindo ainda mais, se é que era possível.

- Que saudade. – Disse a ele que me olhava como que conferindo se faltava algo.

- Temos que conversar. – Ele disse agora sério, me ajudando a levantar. – Sobre o que você está fazendo aqui. – E então me lembrei do lugar onde me encontrava. Uma clinica de reabilitação. Assenti e ele me abraçou de lado, me levando para seu carro, que era um Audi r8 preto, simplesmente lindo.

- Onde conseguiu esse carro? – Perguntei e ele sorriu, apertando um botão no controle que tirou do bolso, o carro fez um som e as portas destravaram.

- Eu aluguei ele. – Disse feliz. – Estou bem na empresa.

- Fico muito feliz em saber. – Disse sorrindo de volta para ele.  – Achei que nunca mais iria voltar. – Olhei para o chão. – Que me esqueceria.

- Claro que não Liz, eu nunca faria isso. – Declarou. – Eu só precisava me estabilizar.

- Que bom.

- Já o visitei . – Ele disse. Referindo-se obviamente ao meu pai.

- E como ele está?

- Ele se sente culpado por... você sabe. – Ele fez uma careta.

- Sei sim. – Disse tristemente. “mas de vez em quando ele me culpa também” pensei em falar, mas desisti.

*

Chegamos no condomínio onde eu morava há alguns dias, entramos no prédio B 2 e por um milagre não precisamos subir a infinita escadaria até o oitavo andar.

Abri a porta do apartamento e senti dois braços me apertarem.

- Filha, me desculpe, eu vou te tirar de lá, eu prometo. – Ele dizia rapidamente enquanto me apertava mais. Ele era o pai mais legal e carinhoso do mundo, quando não estava drogado.

- Tudo bem pai, estar lá está me fazendo bem. – Admiti, Cade sorriu.

- Então, eu tenho um emprego na empresa, precisam de alguém experiente em vendas, e o senhor vende como ninguém. – Ele disse e meu pai o fitou.

- Me querem na empresa? – Perguntou.

- Exatamente, mas o senhor teria que se mudar para lá. – Cade disse e o medo se alojou em mim, não queria me mudar.

- Eu sei, eu aceito, por que não? – Ele disse e eles fizeram um toque, jovial demais para os dois.

- Vocês vão ficar fazendo esses toques de adolescente mesmo, seus marmanjos. – Disse brincando e eles riram.

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