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Pen Your Pride

Capítulo 35

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Danilo

Era tão bom ter a Mandy nos meus braços que até relutei em deixá-la voltar para o seu quarto. Mas teve de ser, quando olhei para a perna dela quase a expulsei da minha cama. Aquele nojento não pode fazer o que pretendia mas acabou físicamente com a minha menina. A sua perna estava ferida, sem contar que estava machucada internamente, movimento, por isso ela ainda estava no hospital. Aquilo tinha tão mau aspeto. A minha menina com a sua pele suave e delicada toda machucada. Se pudesse apagava estas últimas semanas, desde que a deixei até agora que estive em coma.

Arrependo-me tanto de a ter deixado. Assim foi mais fácil ela ser pega. Sozinha. Fui tão estúpido, eu a amei desde muito cedo. Na janela apreciei-a, no corredor da universidade estudei-a, e no momento que tirei aquele filho da mãe de cima dela naquela festa eu sem saber tomei-a para mim. E a partir daí foi fácil cair de amor por ela, admirá-la, respeitá-la e amá-la. Não fosse ela uma pessoa doce, educada, prestável e genuína. Única!

A porta abriu-se e a minha mãe entrou.

- Então filho, como te sentes agora?-Sentou ao meu lado na cama, dando-me todo o seu amor.

- Nunca me senti tão bem, mãe.- E era verdade. A minha namorada calmou-me.

- Fico feliz. Tive muito medo de perder a ti também, meu amor.- Já estava a demorar, as lágrimas.

- Nunca, mãe. Ainda vamos viver muito juntos. O pai quer isso. Ele disse-me. Agora somos nós os três, quer dizer a Beatriz também. Os quatro Moreira e Pereira para o que der e vier. Só terás que ter espaço para a minha futura mulher, claro.- Eu também estava emocionado. Agora seria uma nova etapa. Até que enfim, ia viver em pleno depois da morte do meu pai... A dona Marta abaixou-se e abraçou-me.

- Que bom meu menino. Estava a perder as esperanças. Estou duplamente feliz. Primeiro acordaste do teu sono e depois acordaste para a vida. Aliás é a triplicar pois recuperaste a tua "futura mulher".

Continuamos a falar, ela a relatar tudo o que passou estes dias que eu não dava sinais de vida. A falar sobre a Mel, que por sinal estava a morrer de saudades. Até que o assunto "Hugo" surgiu.

- Pois, mãe, quem é o Hugo?- Sem dizer muito ela percebeu a minha pergunta na integra.

- Ele é um amigo, por enquanto.- A minha mãe não era de rodeios. Bem já era grandinho, por isso o "por enquanto" já sabia o que significava. Apesar de tudo, só quero a felicidade da minha mãe.

- Por mim tudo bem mãe. Só reagi como reagi, por trauma e confusão talvez. Ver-te ser agarrada por outro fez-me lembrar da Mandy, tu sabes com o...- Interrompeu-me.

- Eu sei filho, eu entendo. Quando quiseres falamos disso, sobre o que passaste nesse dia. Mas quero que saibas que foi um orgulho saber que salvaste a Mandy, só espero que percebas finalmente que nunca a magoarás propositadamente.

- Obrigada mãe, por tudo. Tens sido perfeita sozinha e eu só tenho dificultado tudo. Amo-te muito.

- Oh filho só de ouvir isso já vale por tudo. Tu e a Mel são os mais importantes no mundo, para mim, nunca te esqueças disso. Eu amo-te muito, também filho.

No meio ao abraço e choro da minha mãe entra a Mandy e o Hugo, que a trazia.

- Não queríamos interromper.- Hugo.

- Não interrompem. O que estás aqui a fazer, senhorita?- Perguntei para a menina na cadeira de rodas.

- Oras, será que a minha presença é assim tão desagradável?- Ela finge-se de ofendida.

- Não é isso. Ele pode estar aqui doutor? Não fará mal para ela...?- Ele interrompe-me.

- Não, Danilo. Ela só precisa não fazer esforços e visto que está de cadeira.... e ela  estava desjosa de vir ter contigo tive que a trazer.

O outro lado do amorLeia esta história GRATUITAMENTE!