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Pen Your Pride

Capítulo 1

A batida da música rapidamente muda. Parece mais alegre. Sorrio para o meu reflexo no espelho e limpo o meu nariz com o meu indicador e polegar.

Estou tão bonita hoje. O meu cabelo parece mais luminoso e os meus olhos mais avelã do que nunca. Toco nos meus lábios com o indicador e volto a sorrir. Oh, os meus lábios vermelhos…tão cheios e beijáveis. Gargalho do meu próprio pensamento.

Planeias manter aqui essa beldade? – Lembra-me a pequena voz na minha cabeça.

Oh, certo. Rapidamente limpo o que restou do pó branco no mármore, enfio o pequeno saco com droga no bolso do casaco e saio.

Cerca de 30 pessoas ocupam a sala de estar que transformaram em pista de dança. Aperto-me entre as pessoas em direção a cozinha. Yuck! Suor de outras pessoas em mim! Yuck, yuck, yuck!

        – Onde estavas?! – Jamie salta a minha frente, assustando-me e fazendo-me dar um passo para trás e quase cair sobre alguém.

        – Mas que…? Assustaste-me! – Passo por ela em direção a mesa com bebidas.

        – Desculpa, onde estavas? Procurei-te em todo o lado!

        – Estava na casa de banho. – sirvo-me um copo de vodka com sumo de lima.

        – Oh. – ela olha para o copo em minha mão. – E vais beber?

        – Sim. – bebo mais um gole da minha bebida.

        – Tu és maluca? Ainda tens uma overdose! – ela quase grita.

        – Calma, foi só um fio. – rolo os olhos. – Vai ver se o Rayn não esta a pôr-te os palitos outra vez. – empurro-a ligeiramente, apenas o suficiente para sair do meu caminho e junto-me as pessoas que dançam na sala.

Cerca de uma hora depois estou no meu terceiro fio e no sétimo copo de vodka. Bryan, eu acho que é esse o nome dele, começou a dançar comigo há meia hora. Tenho que admitir que ele é bom. Muito bom. Tronco musculado, olhos castanhos e cabelo loiro escuro a cair-lhe sobre a testa. Eu sei que ele me quer. Soube quando o encostei a parede e o beijei. Pareceu-me que ele até esperava que o fizesse.

        – Vamos para a minha casa?

        – O que? – ele olha-me completamente chocado.

        – Hum…minha casa, nós, sexo. – eu gargalho.

        – A serio? – ele levanta uma sobrancelha.

        – Sim. – fico séria por um instante mas gargalho outra vez. Qual é o problema desse rapaz?

        – Wow.

        – O que?

        – Nunca uma rapariga perguntou-me isso.

        – Ah. Eu não sou como outras raparigas. – agarro a mão dele. – Vamos.

        – Deixa-me buscar o carro. – ele diz quando alcançamos a porta da frente da casa.

        – Não é preciso. – rio. – Eu vivo do outro lado da rua. – volto a rir como se o que acabei de dizer fosse um piada hilariante. Puxo-o em direção a minha casa, que é literalmente do outro lado da rua a rir-me como uma tola.

No momento em que a porta é aberta, depois de alguma dificuldade admito, fecho-a com o pé e empurro Bryan com tanta força contra a parede que o quadro pendurado na mesma treme, quase caindo ao chão.

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