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NARRADO POR SUMMER CAMPBELL:

Luto para me desprender dos braços de Will, a neblina da noite deixa minha visão limitada e eu mal posso enxergar o que está acontecendo com Aaron. O barulho fez meu coração se apertar dentro do peito, uma onda de incerteza me preencheu e eu contenho um grito.

Acerto socos em Will que me imobiliza, queria correr para Aaron. Arregalo os olhos quando o vejo cair no chão, e levanto meus olhos para Eve segurando um pedaço de madeira atrás dele.

— Eve? – Franzo o cenho.

— Precisamos correr, agora! – Ela me arrasta pelas mãos.

— Você deveria estar na delegacia.

— Vanessa está com Terry e Faily lá, precisamos saber o que aconteceu, corra!

Corro de mãos dadas com Eve em direção a ponte do Brooklyn, tropeço algumas vezes até conseguir enxergar o corpo de Aaron estirado no chão com Bart o fitando. Avanço direto para ver Aaron e noto a poça de sangue ao seu lado.

— Aaron! – Sacudo-o — Aaron, por favor, acorda! – Mordo o lábio sentindo o gosto salgado das lágrimas na língua.

— Eu estou aqui, Summer. – Ele tosse, sem se mexer.

— Por Deus! Pensei que você estava morto! – Agarro ele nos meus braços e sinto seu sangue molhar minhas roupas.

— Ninguém morre com um tiro no ombro. – Ele fala grunhindo. — Mas isso está doendo.

— Eu vou chamar a polícia. – Anuncio me levantando.

— Já chamaram, Sum.

— Quem chamou? – Franzo o cenho.

Me levanto para olhar ao redor, sigo o olhar de Aaron e mais lágrimas escorregam dos meus olhos. Sei o que ele quis dizer, e corro em direção aos braços de Oliver. Seu cheiro continua o mesmo, seus olhos, seu corpo, meu coração dispara e eu sinto que não vou aguentar tanta emoção. Me agarro sem jeito em seus braços, sem conter os soluços e o choro exagerado. Parece uma miragem, ou melhor, parece tudo coisa da minha cabeça e eu chego a pensar que é já que eu sinto tudo bagunçado dentro de mim.

Oliver estava bem ali, em carne e osso na minha frente. Não havia nenhum corpo desfigurado no fundo de um rio na beira de uma estrada, havia um corpo vivo e quente que me abraçava com força. Ele também chorava e eu transbordo cada vez mais. Meu corpo estava trêmulo e sujo de sangue, queria vomitar e rir e chorar e fazer tudo ao mesmo tempo.

— Como? Como você está aqui?

Ele me gira em seu colo como costumava fazer e eu deslizo o dedo pelas suas bochechas úmidas. Tateio seus braços ainda sem acreditar, parecia mentira, ver Oliver era como ver um fantasma.

As sirenes da ambulância e dos policiais preencheram o ambiente e eu soltei Oliver para ajudar Aaron. Eve segurava a arma apontada para Bart que estava imóvel com as mãos para o alto, Aaron gemeu quando eu o toquei e eu fiz sinal para que os médicos se aproximassem.

— Eu vou com ele na ambulância. – Digo.

Entro na ambulância com Aaron sendo socorrido pelos médicos e observo através da janela Bart sendo algemado e Oliver e Eve entrando no carro da policia. Certamente, agora seria a parte mais complicada da história. Aperto as mãos de Aaron que continua grunhindo de dor e cada vez mais manchado pelo sangue, também há sangue nas minhas roupas e eu encosto a cabeça nas paredes do carro. O dia havia sido longo e cansativo, contenho um bocejo enquanto presto atenção nos movimentos dos médicos.

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