Capítulo 7 - Correntes

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O ambiente era gelado e o chão possuía vigas e buracos do tamanho de camundongos

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O ambiente era gelado e o chão possuía vigas e buracos do tamanho de camundongos. Havia goteiras por toda parte. John sentira uma mão suave e familiar acariciar seu rosto enquanto dizia.

— Amor... Acorde amor...

— A... Acira? — ele sussurrou ao despertar, mas ela havia desaparecido. Levantou com um pouco de dor, pois a cura de seus ferimentos estava muito lenta. — Que lugar é esse? — perguntou a si mesmo, mas a voz de uma garotinha de aproximadamente dez anos o surpreendeu.

— Eles não vão te deixar sair até dar o que querem...

John se aproximou farejando a cela ao lado que possuía alguns buracos no qual avistou os pequenos olhos castanhos que o observavam e perguntou.

— O que são eles, garota?

— Eu os chamo de sanguessugas... — disse a voz de um homem que se encontrava em outra cela logo à frente. — Mas também são conhecidos como vampiros...

John farejara cerca de três lobos, além dele, mas todos estavam em sua forma humana, pois eram transformados.

— Já ouvi falar sobre eles, mas nunca os encontrei antes... Pensei que fossem apenas histórias para assustar crianças...

— Como consegue ficar nesta forma sem a lua cheia e consciente? — perguntou a menina curiosa.

— Eu nasci assim...

— Você é um puro sangue então... — disse o homem de outra cela e John apenas acenou positivamente e a menina perguntou novamente.

— Você é um lobo solitário?

— Não, eu possuo uma alcateia... Falando nisso... — John se levantou e começou a observar ao redor. Soltara um uivo profundo e bem alto.

— Por que fez isso? — a menina se encolheu na parede contra a porta e os homens a imitaram como se estivessem com medo.

— O que há de errado com vocês? — John perguntou intrigado.

— Não devia ter feito isso, agora eles virão pra cá... — respondeu a menina.

John ficara em silêncio e foi para o fundo da cela quando avistou a luz de um lampião que se aproximava e a voz de um homem ecoou bem alta pelos corredores.

— Conhecem as regras vira-latas, o responsável pelo barulho inconveniente deverá se entregar, senão todos serão castigados! Hehe... — John avistara o homem um pouco acima do peso de cabelos castanhos, dono do alerta. Em seguida uma voz feminina acompanhada de outros passos disse.

— Dia de sorte deles Edgar, eu já sei quem foi... — a garota ruiva aparecera novamente e parara na frente da cela de John. — Este aqui! O novato... Aproveitando o castigo, vim aqui interrogá-lo. — ela lançara um olhar malicioso para o lobo. John nada disse e só os ameaçava mostrando os caninos e ordenou. — Pendurem-no!

BloodLycan - A Saga dos irmãos Mool - Parte 2Leia esta história GRATUITAMENTE!