Capítulo 12 - Um fim de encontro marcante

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Anne olhava para o lobo de pelos negros e olhos azuis parado a sua frente sem saber o que fazer

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Anne olhava para o lobo de pelos negros e olhos azuis parado a sua frente sem saber o que fazer. Isso não pode ser real. Não pode.

Como que para ter certeza de que aquilo não era um sonho, ela se agachou e esticou uma mão para tocar a cabeça do animal. O lobo ficou muito quieto e seus olhos pareceram transmitir sua permissão.

Os dedos de Anne acariciaram os pêlos negros, sentindo sua textura e sua... realidade.

Então a luz fantasmagórica tornou a envolver o lobo e quando se foi, Kol estava ali, agachado no chão junto a ela. A mão de Anne estava alisando seus cabelos negros e ela notou como estes eram macios. Os olhos azuis dele a estudavam com cautela.

— Você não vai gritar e sair correndo, vai? — ele perguntou, com aquele sorriso de lado que o deixava muito atraente.

— Como você fez isso? — Ela perguntou, se levantando rapidamente para colocar alguma distância entre os dois. O que você é? Um lobisomem? ??

Kol ficou de pé, sem fazer movimentos bruscos, como se estivesse se esforçando para não assustá-la ainda mais. Ele torceu o nariz diante da última pergunta dela. Parecia ter ficado irritado com aquilo, mas respondeu assim mesmo.

— Eu sou um Wulfenkind, — Disse, com muita calma enquanto se afastava um pouco mais dela, respeitando seu espaço.

Anne ficou parada, piscando os olhos, enquanto tentava contextualizar o que Kol estava dizendo. Ele deve ter percebido sua confusão, porque logo continuou a se explicar.

— O nome vem do alemão, ou mais precisamente, do antigo idioma nórdico. O termo era usado para se referir a humanos com a habilidade de se transformar em lobo. Mas, não, nós não somos nada como os lobisomens que você deve estar imaginando.

— Então... o maluco que me atacou... — Ela tentou colocar as ideias em ordem.

— Ah sim, o Desaurido. — Ele confirmou.

— O que ? — Anne perguntou quando ele disse aquilo.

— O Desaurido. — Kol repetiu e voltou a se sentar em uma das pedras em volta da nascente.

Mesmo tentando parecer neutro e despreocupado, ela notou que seus olhos não deixavam de analisá-la

— De certa forma, ele também é um Wulfenkind, mas diferente da maior parte de nós, ele decidiu se entregar a seu lado animal, esquecendo sua parte humana. — Kol explicou com muita calma. — Nós chamamos aqueles que fazem isso de Desauridos porque não os vemos mais como um de nós.

— Meu Deus... — Anne levou uma mão à cabeça. Se sentia um pouco tonta. Queria que Kol risse daquilo tudo e dissesse que estava apenas brincando com os medos dela, mas seus instintos lhe diziam que não era o caso. — Então o que vi... o rosto dele...

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