Zoo (parte 4 de 5)

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Capítulo X



— Água?


Havia uma poça de combustível no chão.


O céu estava cinzento da manhã, e os pássaros não cantavam.


Ni servia de apoio para o andar de algo que espraguejava muito. Haviam demorado a encontrar a estrada de terra novamente, e andaram mais um pedaço para localizarem a van e a moto. Mas lá estavam elas. Ambas destruídas!


Os pneus da van estavam rasgados. A moto fora arremessada longe. Alguém haviam levado a comida, as armas, quase tudo. E os únicos sinais no chão eram as pegadas de ontem dos sete entrando na floresta e nada ma... O que é isso? ... Hã? Por todo o local, seguindo os rastros de destruição, lá estavam: fundas e grandes marcas redondas. Círculos perfeitos espalhavam-se pela estrada, saíam do meio das árvores, e voltavam a elas.


...


— Água?


O Cachorro estava pálido e com sede; precisava cuidar do ferimento urgentemente. Seu sangue sugava-o... sujava-o.


Acharam inútil tentar chegar à estrada principal, estava muito distante, e o que iriam fazer após? Seguir a pé até uma cidade; sem comida ou água, não iriam longe.


Continuaram a andar. Mais à frente iriam entrar na mata de novo para encontrar o esconderijo.



Capítulo XI


A Ave mancava em uma direção qualquer. Com a queda dera um mau jeito na perna esquerda, e com a correria perdera-se. O dia era consumido rápido e começava a esquentar.


Andou devagar e muito.


Irritava-se por estar fazendo tanto barulho, pois por trás de cada árvore esperava encontrar algo. Tinha certeza que aquilo estava lá, vigiando...


Mais à frente havia uma construção. Que estranho. Havia uma casa no meio de muito mato. Mas que lugar é esse? Não era para ter nenhuma outra casa ao redor; eles haviam escolhido aquela região justamente por isso; era para ter apenas uma casa por ali: o esconderijo, e mais nada.


Que mer... Havia uma pessoa no telhado.


***


Carlos movia-se com cautela: as telhas pareciam excessivamente velhas para o seu peso. Tudo livre? Ele não via ninguém ao redor da casa, talvez Marcela tivesse ouvido coisas.


Já estava pronto para descer; subira com a ajuda de Leandro, porém não contava com isso para voltar ao chão, o jeito seria se jogar, o que não o agradava. Por que não foi o outro quem subiu se arriscando cair? Ou a garota, já que foi ela quem disse ter ouvido algo? Retornou para onde havia afastado algumas telhas para sair, voltaria por aquela abertura para dentro da casa. Eita! Abaixou-se. Alguém corria em direção a casa. Seria um deles? Um daqueles miseráveis? Um dos sequestradores?

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