Capítulo 10 - A sombra do inimigo

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Anne ficou parada na porta, sem saber o que fazer

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Anne ficou parada na porta, sem saber o que fazer.

O homem parado na sua frente a encarava, tentando entender o que tinha de errado com ela. Ele era alto, moreno, com cabelos pretos casualmente penteados para trás.

Mesmo vestindo jeans e uma jaqueta de couro preta, o tecido grosso não escondia os músculos definidos em seus braços e os ombros largos faziam a jaqueta ficar levemente esticada. Meu Deus, esse aqui deve gostar mesmo de uma academia.

No entanto, não era o corpo atlético dele que tinha feito com que Anne congelasse onde estava, mas sim seus olhos azuis. Olhos azuis, profundos e penetrantes. Que fazem parte de meus sonhos, não da realidade. Eu estou acordada, não estou?

— Se eu existo? — O homem de olhos azuis perguntou, claramente confuso. — Bom, eu acho que sim. — Ele disse, dando um sorriso meio torto para ela.

— Me desculpa... — Anne conseguiu se forçar a responder. — Quero dizer, bom dia. Você está procurando pelo John... ou... eu vou chamar alguém da casa. — Ela começou a gesticular para o interior da casa se sentindo muito sem graça.

— Na verdade, — Ele disse, antes de Anne se virar para sair dali. — estou aqui para falar com você.

— Comigo? — Ela parou onde estava e ficou encarando o sujeito com curiosidade renovada.

— Você é Anne, certo?

— Como você sabe meu nome?

— Minha amiga me disse que você esteve na minha casa, ontem a noite. — Ele explicou e de repente o cérebro dela começou a fazer as conexões.

Anne ficou encarando seu misterioso homem de olhos azuis, o susto inicial se desfez, e a menção dele sobre sua visita, a fez lembrar da ruiva mal educada da noite anterior.

— Ah, tá. — Disse. — Você deve ser Kol Bentt, é isso?

— Eu mesmo, mas pode me chamar só de Kol. — Ele respondeu com casualidade e seu sorriso ficou ainda mais chamativo.

— Eu e minha amiga, Julia, fomos na sua casa ontem porque eu queria te agradecer pessoalmente pelo que fez por mim. Mas sua amiga disse que não era uma boa hora. Amiga? Pelo jeito que ela nos tratou, parecia mais uma namorada extremamente ciumenta.

— Eu soube. — Kol disse, parecia um pouco sem jeito. — E também soube que Jill não recebeu vocês muito bem.

Anne deu de ombros e tentou não parecer se importar com aquilo.

— E você? — Kol perguntou. — Como está se sentindo?

— Eu estou bem. Graças a você, estou viva. — Ela sorriu e levantou um braço, como que celebrando uma vitória. — Obrigada por ter me levado ao hospital.

— Sem problemas, eu fiquei preocupado, mas que bom que... — Ele se interrompeu quando o som de passos apressados ressoaram no chão da sala.

— Anne, o John disse para ir entrando no carro, nós vamos nos atrasar. — Julia gritou.

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