Capítulo 9

914 79 20

A conversa com Merriam fez Catherine se sentir bem melhor. Não imaginava que teria tanto alívio ao comentar com alguém sobre seus tomentos. A condessa dia compreensível e dera coelhos importantes de uma mulher mais velha.
Ao voltar para o seu quarto, Catherine não tinha mais as mãos trêmulas ou estava pálida. Deixar-se seduzir por lorde Oxe fora um erro que sabia jamais voltar a repetir.
- Parece melhor, milady? – Diana sorriu ao ver Catherine entrar pela porta.
- Oh, sim, eu estou. A condessa me deu uma infusão que me ajudou a ficar melhor.
- Isso é ótimo!
Catherine se juntou a criada e começou a dobrar seus vestidos lavados junto com Diana.
- Não precisa me ajudar com isso, milady.
- Estou me sentindo bem e quero ajudar-lhe a dobrar alguns simples vestidos. Quem sabe não termina antes do banquete desta noite.
- O que quer dizer com isso?
- O rei gosta de festas e presumo que o seu mais novo cavalheiro esteja presente.
- Aston? – Um largo sorriso se formou no rosto da jovem criada.
- E quem mais seria?
- Mas, milady, não sou uma lady, não posso ir.
- Há de acompanhar-me. Sinto-me tão solitária.
- Oh, nem sei como agradecê-la.
- Apenas faça um bom casamento que deixará seu pai orgulhoso. – Catherine estendeu o vestido que acabara de dobrar e o entregou a criada. – Ele é seu.
Diana olhou para a peça em suas mãos sem palavras para agradecer.

Peder bateu a porta do quarto furioso.
- Quem ele pensa que é?
- O rei da Dinamarca, milorde. – O criado se encolheu  arrependendo-se de abrir a boca quando os olhos queimando de fúria o encontraram.
O lorde Oxe não queria ir para Copenhague, não naquele momento, nem nunca a favor de interesses do rei. Mas seu bom senso o fez respirar fundo, não via vantagens em uma guerra contra a Suécia. Guerras eram caras e dispendiosas e seria obrigado a apoiar o rei com seus próprios recursos.
Tudo bem. Apoiou as mãos sobre uma cômoda e olhou para o horizonte além da janela onde o por do sol tingia o horizonte de laranja. Uma semana em Copenhague não seria tão terrível.
No fundo mal compreendia a sua necessidade de permanecer na corte, passara tantos anos longe dela. Mas, no instante, não podia deixá-la.
Ia engolir sapos daquela vez, mas não deixaria Frederick ficar entre seus objetivos de novo.
- Milorde, vou prepara seu banho.
- Faça isso. – Peder respondeu sem nem olhar para o criado.

Catherine deixou seu quarto acompanhada de Diana, com um leve sorriso e postura confiante. Merriam tinha razão, não poderia deixar qualquer medo transparecer, pois apenas isso a condenaria a forca.
- Estou tão feliz, milady. Serei eternamente grata por permitir-me acompanhá-la a um banquete real.
- É apenas um jantar com vários nobres esnobes. – Eu ri. – Frederick adora festas mesmo sem motivo. Além disso, não há nada para agradecer-me. Desde a minha chegada às corte tem feito tanto por mim. Creio que não deve ter sido nada fácil servir uma mulher que é má vista pela corte.
- Não era o trabalho mais almejado por outras camponesas, mas o dinheiro foi muito bem vindo e ajuda a criar minhas irmãs mais novas.
- Logo se casará com um cavalheiro e se tornará uma lady. Não vai mais precisar servir uma cortesã.
- Não sei se me casarei com Aston. – Diana balançou os cabelos loiros ao desviar o olhar para o longo corredor iluminado por tochas que se estendia diante delas.
- Por que diz isso? – Catherine segurou a mão suando frio de sua criada.
- Ele não sabe que...
- Nem precisa saber. Ouça! – Catherine a segurou pelo queixo e forçou-a a encará-la. – O terrível acontecimento não muda em nada o que era antes. Não pode deixar que impacte em sua vida.
- Mas na noite de núpcias?
- Daremos um jeito. Não se preocupe.
Diana sorriu. As palavras amigáveis de Catherine faziam com que ela se sentisse muito melhor. Não imaginava que uma possível amante do rei pudesse ser tão amigável e generosa. Viera servi-la apenas pelo dinheiro, mas com o passar do tempo se tornava cada vez mais grata em servi-la.
- Lady Chaterine e Diana. – O guarda se curvou abrindo passagem para as duas para dentro do refeitório.
- Diana! Que bom vê-la aqui.
Ambas se viraram e encontraram Aston caminhando na direção delas.
- Lady Chaterine. – Ele se curvou brevemente.
- Sr. Aston. – A cortesã sorriu ao segurar a barra de seu vestido.
- Permitir-me levar para dançar comigo por alguns minutos.
- Tem a minha permissão e minha benção caso suas intenções com ela sejam honrosas e puras, pois Diana merece um bom marido.
- Milady. – A criada cruzou as mãos na frente do corpo e se encolheu envergonhada.
Aston engoliu em seco.
- Já que tocou nesse ponto. É de meu interesse desposar Diana. Tenho nobres intenções ao cortejá-la. Agora que sou mais do que um simples cavalheiro creio que esteja a altura de uma dama como ela.
- Muito agrada-me, ouvir isso de sua boca. Faço muito gosto dessa união.
- Oh, Aston. – Diana ficou sem palavras.
- Tenham uma boa dança. – Catherine sorriu ao se afastar, deixando-a sozinhos.
Ela caminhou pelo salão até a outra extremidade do salão onde estava uma grande mesa do banquete. A luz da lua que entrava pelas janelas era refletida nas jarras e taças de prata. Passou por entre os nobres que a seguiam com o olhar. Muitos dos homens devoravam-na com a visão, almejando algo que nunca teriam. Já as damas, demonstravam raiva em um simples cruzar de sobrancelhas.
- Por que sua meretriz precisa estar a vista de todos, todo o tempo? – A rainha olhou para o rei com fúria.
- Ela é um belo troféu que gosto de exibir. – Frederick sorriu ao bebericar um gole de seu vinho. – Não concorda, lorde Oxe?
- Oh, sim! Ela é de fato muito bela. – Peder passou a língua pelos lábios enquanto percorria cada centímetro das curvas de Catherine com os olhos. Lembrou-se de como era ter as mãos, a boca e algo mais nela. – Deve ser uma delícia de montar, tem um traseiro bem farto, assim como os seios.
- Sim, meu amigo ela é muito saborosa.
Eu sei... Peder guardou aquele pensamento para ele, mas não se preocupou em esconder o sorriso malicioso.
- Se não tivesse tão preocupado em passar as noites com ela, o reino já poderia ter um herdeiro. – Sophie cruzou os braços.
- Teremos herdeiros, muitos deles. Talvez ainda não esteja madura o suficiente. Agora não me irrite.
A rainha bufou, mas nada disse.
- Permitir-me dançar com ela, majestade.
Frederick parou de sorrir e olhou bem para Peder. De repente tudo se esfriou entre os dois.
- É apenas uma dança, Vossa Graça. Acho que mereço, uma vez que amanhã parto para conter uma ameaça ao seu reinado.
- Apenas uma dança, Vossa Alteza. – Frederick consentiu, mas o clima continuou tenso. O rei exibia os ciúmes em sua face.
Peder atravessou o salão sentindo o olhar do rei sobre suas costas. O lorde adorava provocar e Frederick era um estúpido ao temer uma dança, mal sabia ele até onde Peder já havia conduzido a cortesã.
- Milady, poderia honrar-me com uma humilde dança? – Ele se curvou e estendeu a mão a Catherine.
Ela ficou boquiaberta e quase engasgou com o vinho.
- O que está fazendo? – murmurou baixinho em meio a um sorriso fingido.
- Pedi permissão ao rei para uma dança. Não me faça essa ofensa. – Peder a puxou pela mão.
- Maluco.
Peder sorriu ao apoiar a mão sobre a cintura de Catherine e mantê-la firme ali.
- Já pensou que pode ser toda a causa da minha loucura. – Ele deu alguns passos para o lado no ritmo da música, guiando-a.
- Não quero acompanhá-lo até a degola e morrer por traição. Já estou cansada de seus jogos, lorde Oxe.
- Cansada? Oh, sim. Realmente, pareceu-me muito cansada após a noite que tivermos juntos. Os gemidos e gritos de prazer enquanto eu a desdobrava devem tê-la deixado exausta.
- Não sabe falar de nada além disso? O que quer de mim?
Peder a puxou para bem junto de si e a fez girar no salão.
- Responda-me, lady Catherine, o que queria de mim ao ir até meus aposentos?
Ela engoliu em seco. Não queria confessar que o desejava.
- Se continuarmos com isso Frederick nos matará.
- Prefere esse medo a uma vida privada de prazeres?
- Lorde Oxe, a dança acabou. Devolva minha lady.
Catherine se assustou ao olhar para o lado e ver Frederick ali. Ficou um tanto trêmula, mas logo se lembrou das palavras de Merriam. Seu medo a levaria para a morte mais rápido do que qualquer outra coisa.
- Foi um imenso prazer desfrutar desses minutos em sua companhia, Lady Catherine. – Peder se curvou e beijou as costas da mão dela.
Frederick a puxou para si assim que possível.
- Perdoe-me, Catherine, apenas concedi a ele um minuto de seu tempo.
- Todo bem, majestade. – Ela segurou as mãos do rei e sorriu.
- O que ele lhe dizia.
- Apenas que o inveja.
Frederick sorriu e acariciou o rosto sedoso de Catherine.
- É sem dúvidas a mais bela dentre as mulheres da Dinamarca. E pertence-me.
- Sim, majestade.
O rei a puxou pelos longos cabelos negros e a beijou no meio do salão, na vista de todos.
Sophie se encolheu em um canto, sentindo-a um tanto humilhada. Frederick era mais velho e viril, contudo deveria honrar o casamento.
- Vá para meus aposentos, dispa-se e me aguarde em minha cama. – A ordem foi mesclada por uma fala delicada ao pé do ouvido.
- Sim, majestade. – Catherine se curvou antes de deixar o salão.
A lady caminhou a passos calmos até o quarto do rei. Era bom sair da vista de Oxe o mais rápido possível, no entanto assim que passou pelos guardas e entrou no quarto do rei, outro temor se abateu sobre ela. E se Frederick notasse que ela havia se entregue a outro homem?
Caminhou trôpega até um pequeno sofá e se sentou lá. Respirou fundo. Precisava manter a calma. Merriam lhe disse que já tiveram muitos amantes e o conde nunca percebera, com sorte o rei também não.
Começou a desamarrar o vestido e tirou todas as peças, deixando-as sobre o sofá. Foi até a cama e deitou-se sobre os cobertores.
No tempo que levou até que o rei aparecesse, ela ficou angustiada. Olhava para o dossel da cama, para a lua através da janela e para as sombras que dançavam pelo quarto.
Quando a porta foi aberta em um ranger grave, o coração dela quase veio ao peito. Frederick entrou com o rosto parcialmente coberto pelas sombras. O sorriso nos lábios dele era largo e tinha um ar de predador que não via a hora de abocanhar sua presa.
Ela que estava em sua cama, nua sobre o lençol.
- Tire as cobertas, Catherine. Deixe-me ver todo o seu corpo.
Ela fez como o ordenado.
O rei se perdeu longos minutos observando o belo corpo. Dos cabelos longos e negros que se abriam como um véu sobre as almofadas, pelos seios redondos e fartos com mamilos marrons eriçados, o ventre liso que descia até um emaranhado de fios negros. Catherine era sem dúvidas uma de suas joias mais precisas, a mais rara e invejada delas.
- Vire-se de costas.
- Sim, majestade. – Catherine girou o corpo, afundado a cabeça nas almofadas sobre a cama.
Frederick abriu a calça e jogou pelo chão. Subiu na cama que cedeu sob seu peso e caminhou com os joelhos até estar sobre Catherine.
Ela se contorceu ao sentir o membro rígido do rei roçar entre suas nádegas. Sem aviso ele entrou em um tranco. Catherine gemeu e se agarrou as almofadas, ainda não estava pronta para recebê-lo e sentiu uma leve ardência.
Frederick apoiou as mãos sobre a cama ao lado do corpo de sua cortesã e começou a se mover dentro dela. Gemeu ao sentir o doce regalo envolvê-lo. Catherine não era apenas bela, tinha um néctar saboroso onde o rei adorava se esbaldar.
O impacto do corpo dele contra as nádegas redondas provocava altos estalos que se mesclavam aos gemidos. Frederick era vaidoso e não sabia o que amava mais, se era chegar ao ápice conduzido pelas curvas da mulher ou esfregar que a tinha no rosto dos nobres.
Ele deslizou para fora apenas o suficiente para que com a mão abrisse mais as pernas de Catherine para entrar ainda mais fundo.
Ela se agarrou ainda mais às almofadas e Frederick sorriu quando ela ergueu um pouco os quadris aumentado ainda mais o acesso dele ao seu interior.
A leve ardência provocada pela entrada abrupta do membro do rei já havia se passado, e Catherine começou a ser envolvida pelo prazer da fricção. Deixou-se levar, buscando sentir as mesmas coisas que Peder lhe provocava, ansiava por chegar ao ápice outra vez.
Quando sentiu o líquido do rei lhe banhar e o peso dele cair ao seu lado sobre a cama, ela se encolheu frustrada.
- Majestade, fará outra vez?
- Não. Estou cansado. Pode retirar-se para seus aposentos se assim desejar.
Catherine se levantou, lavou-se e pôs de volta seu vestido. O momento com o rei apenas serviu para lembrá-la do fogo despertado por Oxe. Precisava esquecer aquele lorde, mas como servir ao rei se ansiava sempre por mais. Antes de deixar o maldito se enfiar entre suas pernas, não saia tão descontente de seus encontros com o rei. Precisava se lembrar de que estava ali para servir ao rei e não a si mesma.
Hesitou à porta ao se lembrar de algo importante.
- Meu rei, posso dar uma de minhas joias como dote da minha criada?
Frederick se virou na cama para encará-la.
- Mas por que faria isso?
- Tenho muito apreço por Diana e gostaria que ela fizesse um bom casamento. Penso que os brincos de diamantes sejam o suficiente para começarem uma boa vida juntos.
- Pensa que terão um melhor uso do que enfeitando suas orelhas?
- Sim, Vossa Graça.
- Então faça como achar prudente.
- Obrigada!
- Tenha uma boa noite, Catherine.
- Tenha uma boa noite, majestade. – Deixou o quarto quando o rei já estava dormindo.
Caminhava pelo corredor com a ânsia ainda entre suas pernas. Peder Oxe era um bastardo por tê-la embriagado com um incessante desejo por luxuria. Precisava chegar em seu quarto, com sorte a água fria amenizaria tudo.
Só mais um pouco..., pegou-a pensando quando seus passos a levaram até o corredor os aposentos de Oxe.
- Não! – Segurou-se a janela sentido a brisa soprar seu rosto.
Não deveria dar mais nenhum passo até o lorde. Mas deu, um dois e talvez dezenas dele até ouvir uma risada feminina e a porta sendo aberta. Catherine se apressou em se esconder atrás de uma coluna para não ser vista, mas observou de longe.
Peder  saiu no corredor vestindo apenas as calças e acompanhado de uma lady que sorria toda boba. Cafajeste! A visão serviu como o balde de água fria que Catherine tanto precisava.
Esperou que a mulher passasse e voltou para os seus aposentos.

A cortesã do rei ( Degustação)Leia esta história GRATUITAMENTE!