SESSENTA PARTE UM: NICHOLAS

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Passamos horas dentro de um carro e agora estávamos prestes e entrar em uma festa cujo o som já estava extremamente alto, a decoração estava incrível e isso já era de se esperar porque sendo o Bryce amigo do Adam, ele iria exagerar ao máximo só para conseguir ser o centro das atenções pelo finalzinho do ano.

A entrada tinha uma lista e o meu nome estava lá, ao lado estava informando que eu poderia entrar com acompanhantes extras por cortesia do Bryce e ao meu lado estava o Lorenzo, a Kimberly, a Alison e a Mia já que o Michel, como sempre, estava furando com uma de nossas programações, a desculpa da vez foi que o seu namorado iria vim visita-lo no dia seguinte.

— Pulsos, por favor. — disse o segurança que primeiro me carimbou e depois passou para os outros, aquela era a identificação, com ela poderíamos entrar e sair da festa sem ninguém para atrapalhar.

A parte interna da casa do Bryce parecia uma versão menos glamurosa mas ainda sim glamorusa da do Adam e ao invés da festa acontecer nos fundos, ela estava acontecendo em todos os lugares. A sala estava cheia de pessoas, a grande escada também e aposto que até os quartos.

Eu me pergunto aonde os pais do Bryce estariam nesse momento e suponho que estejam viajando para algum lugar longe, só assim ele poderia fazer isso.

Com minha mão presa na do Lorenzo, eu sou guiado para a mesa de bebidas que com certeza estão batizadas enquanto a Alison e Mia vão se misturar com o resto do pessoal e a Kimberly nos garante que vai arrumar um par até o final da noite para não precisar segurando vela.

— Vermelha ou azul? — Lorenzo pergunta, se referindo as bebidas enquanto segura um copo vermelho na mão.

— Eu não quero mais ser azul, vermelho é o que eu quero ser. — eu faço menção a aquele livro maravilhoso, de um dos meus escritores favoritos, o Victor Guimarães, e o Lorenzo entende isso, porque nas últimas semanas eu obriguei que ele lesse o livro em apenas três dias, agora ele está lendo Meninos também usam rosa, do Johnny Santana enquanto eu tento finalizar — embora o tempo corrido não deixe —, O Manual (muito útil) de como sobreviver ao ensino médio da Victoria Terra e Uma gota no Oceano da Ellen Beatriz.

Seu sorriso é encantador, e então ele enche o meu copo com aquela bebida vermelha que eu sei que vai me dar uma ressaca terrível mais tarde, e eu não me importo com isso, não me importo porque eu deixei de me importar, eu só quero me entregar e aproveitar a batida da música pelo menos uma vez na vida, se esse era o fim de algo, eu queria que esse fim fosse bom.

— Vou continuar no azul, até porque eu amei demais aquele livro. — ele pisca e então enche um copo para si mesmo. — O que você quer fazer? Estou vendo muitas pessoas fantasiadas aqui mas não reconheço ninguém, você deve reconhecer.

— Por enquanto eu só quero beber e beber e beber e depois ficar sentado com você em um lugar e então beber outra vez, te beijar, beber um pouco mais e aproveitar a música. — eu respondo após um gole na bebida que embora esteja gelada, esquenta tudo por dentro de mim.

— Parece que está rolando um jogo da garrafa ali. — ele aponta para um grupo de meninas e meninas sentados no chão. — Que tal irmos?

— Você sabe o que é um jogo da garrafa, não sabe? — arqueio uma das minhas sobrancelhas. — Você vai acabar beijando alguém, eu vou terminar beijando alguém e no final, estaremos chateados um com o outro, é melhor sentarmos em um lugar afastado, só nós dois.

E é isso o que nós dois fazemos, encontramos um sofá livre e então nos afundamos nele enquanto bebemos novos copos e aceitamos algumas comidas que são servidas quase a todo o momento, isso me lembra a festa do Adam, quando tudo aconteceu pela primeira vez e eu acabei ficando mais chapado do que poderia imaginar ficar algum dia, se alguma dessas comidas estiver com maconha, pelo menos hoje eu estarei preparado para o efeito que ela me der.

Depois do Ritual (Romance Gay)Leia esta história GRATUITAMENTE!