Capítulo 8 - Uma recuperação estranha

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Anne sentia a terra e grama em contato com seu rosto

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Anne sentia a terra e grama em contato com seu rosto. Levantou, mesmo com todos seus músculos reclamando por causa do esforço.

À quanto tempo estava perdida, andando naquela floresta maldita? Não sabia dizer. Dias? Semanas?

Ali ela tinha a impressão de estar mergulhada em uma noite eterna já que as copas das árvores impediam que a maior parte da luz das estrelas e lua entrassem para iluminar um pouco que fosse o seu caminho. A penumbra que tinha se tornado seu mundo tornava difícil dar mais do que alguns passos adiante sem que tropeçasse em alguma coisa.

Então o chão tremeu e ela caiu de joelhos sobre a terra. Seus instintos a deixaram em estado de alerta. Aquilo não era um tremor qualquer.

Era algo ruim.

Um enorme buraco se formou a frente dela, e uma coisa enorme saiu dali, como um tentáculo enorme brotando das entranhas da terra. Ela demorou um pouco para entender que a coisa que bloqueava seu caminho era uma serpente. Uma serpente gigantesca.

O réptil devia ter pelo menos uns doze metros e parte de seu corpo ainda estava escondido no buraco! O corpo do animal era grosso e a pele escamosa tinha uma cor que variava entre cinza e preto que a misturava com a escuridão da floresta.

A serpente abriu a boca e mostrou as presas. Anne sabia que não tinha como fugir daquela coisa e se preparou para esquivar assim que o bote viesse.

Sentiu um misto de medo e adrenalina inundar seu corpo e já estava pronta para lutar por sua vida quando um rosnado soou na floresta. Um som Forte, selvagem e... familiar.

Anne sorriu e então viu o vulto de um enorme lobo preto sair dentre as árvores e avançar contra a serpente. O lobo era o maior que ela já tinha visto, e seu peso e força fizeram a criatura tombar com ele em cima de sua cabeça.

As presas dele se fecharam na cabeça do réptil e o esmagaram sem piedade.

Anne se aproximou de seu animal protetor e então viu o vulto dele vacilar. Uma aura fantasmagórica e brilhante tomou conta dele e quando a luz se desfez o lobo não estava mais ali.

Em seu lugar, um homem estava de pé. Na escuridão era difícil enxergar muito mais do que sua silhueta, mas ela conseguia dizer que ele era alto e forte. Ele se aproximou dela e quando ficaram quase cara a cara, não conseguiu tirar os olhos dos dele.

Um par de olhos azuis e profundos.


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