O Retorno de Elizabete 04 (Marcelly)

5 0 0
                                                  

Laço

Localizada no terceiro andar do prédio oeste, ao lado do prédio norte, onde Adriana, a mãe de Artenis, era tida como refém de Violeta, eu carregava um rifle de alta precisão apontado para a vampira através de uma janela à minha frente. Com meu dedo sobre o gatilho, aguardava pelo comando de Artenis, assim como nós havíamos planejado anteriormente.

— Marcelly, atire!

O grito de Artenis ecoou pelo local, e, ao seu sinal, puxei o gatilho.

O barulho do projétil sendo disparado me deixou um pouco zonza por alguns segundos. O tiro acertou a cabeça da vampira em cheio — mas eu sabia que aquilo não o mataria, nosso objetivo era outro. Num estouro, ela largou Adriana, que caiu em queda livre.

— Leonardo! — comandei.

Saltando pela janela do andar logo abaixo do qual eu me encontrava, o garoto lobisomem surgiu saltando. Então, ainda em meio ao ar, ele pega a mulher que caía em seus braços, e, finalmente, o dois pousam em segurança no pátio.

A operação foi um sucesso! Comemorei para mim mesma, mas essa comemoração durou pouco, pois, logo em seguida...

— O-o quê? Que diabos é isso?!

A mulher que Leonardo pegou em seus braços derreteu completamente, como se fosse manteiga, num líquido avermelhado que lembrava sangue, deixando seu salvador, assim como eu, totalmente desorientado.

Então é uma armadilha...! Logo notei.

Aproveitando-se da confusão do lobisomem, um vampiro, o mesmo que havia lutado contra ele na noite anterior, se bem me recordo, subitamente surgiu pulando de cima do prédio ao seu lado, preparando um soco para atacá-lo logo durante sua queda.

— Leonardo, cuidado! — tentei avisá-lo aos berros.

Ouvindo meu grito, o lobisomem agilmente se esquivou para o lado antes que o soco do vampiro o atingisse. Em vez disso, ele acertou o chão, fazendo-o rachar em várias partes. Com isso, uma cortina de poeira levantou-se e logo nos tornamos incapazes de ver os dois em a ela.

— Olá, caçadora. — Uma desagradável voz familiar me cumprimentou, vinda logo de trás de mim.

Virei-me imediatamente, já preparada para o combate.

Era o vampiro que havia escapado na noite anterior, o mesmo contra quem eu havia lutado — e contra quem eu havia perdido por ter sido envenenada durante um deslize meu.

Droga, ele me achou!

— Você... foi você que matou o meu irmão... — Possuído pela raiva, o vampiro que havia aparecido logo atrás de mim balbuciou, seu rosto se contorcia numa expressão feia. — Agora sou eu que vou matar você!

Revelando segurar um punhal numa de suas mãos, o vampiro disparou em minha direção com a intenção de me atingir com a arma. Por sorte, tinha mantido minha katana por perto, então houve tempo o suficiente para que eu a pegasse e bloqueasse seu golpe com a lâmina dela. Contudo, a força do impacto de seu ataque foi forte o bastante para nos empurrar através da janela localizada atrás de mim, atirando-nos para fora do prédio junto com os estilhaços do vidro quebrado.

Felizmente, fui capaz de me segurar no batente da janela com as mãos antes que caísse direto para a morte, mas o vampiro era persistente — ele não só caiu comigo, como se segurou à minha perna para que não se desprendesse de mim.

Olhando para baixo, vi que ele estava prestes a apunhalar minha perna com seu punhal — realmente estava determinado a me matar — então logo reagi, desferindo um chute com toda minha força em seu rosto. O golpe foi forte o bastante para fazê-lo largar de minha perna e, como consequência disso, ele caiu em queda livre em seguida e atingiu o chão.

Maldições de SangueOnde as histórias ganham vida. Descobre agora