Capítulo 12

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   Owen saltou de seu beliche estremecendo quando seu pé descalço pousou em uma camisinha usada. Tinha certeza que não era seu, mas quem diabos podia saber, depois da orgia que rolara na noite anterior. Retirou o preservativo pegajoso debaixo do pé e jogou-o na lata de lixo embaixo da pia. Ele era sempre o primeiro a acordar, mas esta manhã, isso era importante, porque Papai Noel estivera muito ocupado transando à noite, antes de desenterrar os presentes deles do seu esconderijo.

   Owen pisou por cima de Tex, que estava deitado no corredor vestindo apenas botas de cowboy, e por algum motivo inexplicável, cinto e fivela, prêmio de um rodeo. Seu dedão se chocou com uma garrafa vazia de uísque que rolou pelo chão para se perder debaixo da mesa da sala de jantar, que fora usada para um tipo diferente de festa na noite anterior. Que tinha sido divertida enquanto durou, mas agora sua língua nunca funcionaria corretamente de novo, e sua lombar e quadril estavam chamando seu pau insaciável de todos os tipos de filho da puta.

   Ou talvez, ele tivesse sonhado com tudo isso. Os membros da banda estavam todos nus em poses flagrantes e desmaiados em posições desconfortáveis ao redor da cabine, mas não havia nenhuma mulher à vista. Encontrou a dupla de amigas enroscadas na cama na parte de trás do ônibus. Quando as damas generosas haviam saído do quarto na noite anterior, o único que não tinha se revezado com uma delas ou - no caso de Owen - com ambas, fora Kelly. Ele ainda estava guardando seu amor por uma garota morta. Owen esperava que seu presente ajudasse-o a superála um pouco. Se por nenhuma outra razão, Kelly seriamente precisava encontrar algo melhor do que a mão de Owen para aliviá-lo.

   Vestiu uma calça jeans que encontrou abandonada no chão do quarto - que acabou não sendo sua, porque era vários tamanhos maior - e seu gorro de Natal. Deixou-se cair no chão, rolou de costas deslizando os ombros debaixo da cama. Puxou o saco de veludo que tinha escondido sob a cabeceira da cama algumas noites antes.

   Um pé pisou bem no meio de seu estômago.

   - Humpf!

   - Oh Meu Deus! - Lindsey disse quando puxou o pé de volta. - Sinto muito. Você está bem?

   - Não se precisa de um baço para viver. - Ele disse sem fôlego, após algumas tentativas conseguiu se erguer para sentar.

   - Nós realmente fizemos uma orgia na noite passada? - Ela sussurrou com os olhos azuis inocentes arregalados em descrença.

   - Não. O que acontece no ônibus do Sole Regret, fica no ônibus do Sole Regret.

   - Ele piscou-lhe e levantou-se.

   Owen pendurou o saco de presente sobre um ombro e sorriu para Lindsey.

   - Papai Noel já deu-lhe seu presente ontem a noite. Agora você está permanentemente em sua lista negra.

   Ela corou baixando os olhos para as mãos cerradas.

   Ele inclinou-se e beijou sua testa.

   - O que eu quis dizer é que significa que todas as coisas pecaminosamente deliciosas que aconteceram nesse ônibus, não devem sair daqui.

   - Tudo bem. - Ela falou baixinho, mas sem olhá-lo.

   Ela realmente era uma boneca. Até poderia ter considerado chamá-la para sair, se ela não tivesse dormido com cada um de seus companheiros de banda. Oh, e o motorista deles.

   - Você se divertiu, certo? - Owen perguntou.

   Ela assentiu seriamente e, em seguida, seus olhos reviraram nas órbitas quando quaisquer que fossem suas memórias eróticas voltaram a seus pensamentos.

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