Capítulo 9 » Bônus Jeremy «

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NOTA: Obra de caráter ficcional,  inúmeros fatos irão divergir da realidade. Nunca estive em um tribunal, isso implica que os relatos do livro terão um teor diferente de um tribunal real.

 Nunca estive em um tribunal, isso implica que os relatos do livro terão um teor diferente de um tribunal real

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Entro no escritório e jogo meu casaco sobre uma cadeira. Acendo a lareira e observo como o fogo consome a lenha. Aos poucos. É assim que me sinto. Sinto que aos poucos estão me afundando. Eu deveria proteger minha família, meu filho. Mas Benjamin fez questão de lembrar o que eu sou: um assassino. Eu não roubei, fiz pior. Se não tivesse bebido naquela noite, meu filho teria nascido. Óbvio que amo Sarah como nunca amei nenhuma outra mulher e que amo o meu filho mais do que a mim mesmo. Entretanto, eu não carregaria essa culpa.

Abro um dos armários do escritório e pego o que preciso. O copo de wisky está na minha mão. Penso em tudo que já aconteceu na minha vida. Nas palavras de Sarah dizendo que não sou um assassino. Jogo o copo contra a lareira e vejo os estilhaços espalhados pelo chão.

Não mais contendo a raiva, jogo uma cadeira contra a parede, assim como vasos decorativos e tudo o que está a minha frente. Só paro quando analiso meu estado interno. Permito que algumas lágrimas rolem e odeio-me por isso. Eu deveria ser forte por Sarah e por Rick, pela nossa família.

A decoração do escritório se foi. Deixo para arrumar tudo depois e subo para o quarto. Procuro por Sarah, mas ela não está aqui. Preciso me desculpar, dizer que fui idiota e pedir perdão por tudo o que disse.

Bato na porta do quarto de Katherine, após um tempo, abro e vejo que não tem ninguém. Vou até o quarto de Rick e vejo-o dormindo tranquilamente. Resolvo ir até o quarto de Lauren. Bato na porta algumas vezes, é Sarah quem atende.

— Estava chorando. — falamos em uníssono.

Ela sai do quarto e encara-me com aqueles olhos brilhantes e vermelhos devido ao choro.

— Me desculpa. Você é mais do que o suficiente pra mim, esposa. Eu te amo. — acaricio sua face.

— Só me abraça... — ela sussurra.

Prendo-a em um abraço apertado, inalo seu perfume e permito-me esquecer dos problemas por alguns instantes.

— Desculpe, amor. Eu precisava de um tempo sozinho, para pensar e extravasar tudo que vem acontecendo. — suspiro pesadamente.

— Mas avisa se for fazer isso de novo.

— Não vou fazer, eu prometo. — afago seus cabelos louros. — Me desculpe, ok?

— Tudo bem, Jer. Vamos dormir.

Vamos para o nosso quarto, tomo um banho e depois deito-me ao lado de Sarah que já dorme. Puxo-a para meus braços e sorrio por tê-la junto a mim. Sarah foi um presente de Deus. Ela mostrou-me que ainda havia motivos para ser feliz e para querer continuar vivendo.

Indelével | spin-off de Contrato de AmorOnde as histórias ganham vida. Descobre agora