Capítulo 2 - Nova na cidade

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Anne olhava entediada pela janela do carro de sua assistente social, Clara Hemilton

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Anne olhava entediada pela janela do carro de sua assistente social, Clara Hemilton.

Estavam finalmente chegando ao fim de uma longa viagem, que partira da cidade de Nova York para o interior norte do estado. Quase nove horas pela I-80, que segundo o google maps teriam sido no máximo sete, não fosse a bexiga pequena de Clara.

Finalmente, uma enorme placa de estrada verde anunciou "Bem vindos a Clarence, lar dos Corvos Negros e das melhores panquecas do condado de Erie! - População: 30.673". Nossa, tinha mesmo necessidade de incluir esses últimos três?

Depois da primeira placa de entrada da cidade elas não viajaram muito, mas ao invés de seguir pela estrada que levaria até a rua principal, Clara pegou um acesso lateral onde Anne leu o nome de alguns terrenos. Claro que seria no fim do mundo que iriam me deixar.

Cidades como aquela estavam cheias de fazendas de pequenos agricultores que ainda levavam a vida como o "bom e velho americano".

Isso era ótimo, de uma das maiores cidades do mundo ela tinha sido jogada na cidade com mais cara de interior que puderam encontrar no mapa do estado. E nem na área urbana ela ia ficar!

Mas o que exatamente tinha esperado? O último orfanato em que estivera tinha pegado fogo e agora não passava de uma pilha de escombros e cinzas.

Aliás, uma pilha de escombros da onde ela só saíra viva por algum tipo de intervenção cósmica, porque ela tinha ficado presa no prédio durante o incêndio e quando a encontraram inconsciente em um dos quartos ninguém soube dizer como é que sobrevivera ao fogo e a fumaça.

Ela mesma só se lembrava de ter tentado chegar ao telhado do prédio quando alguma coisa acertou sua cabeça e a deixou inconsciente.

Os bombeiros disseram que em alguns andares parte do teto tinha cedido, e que talvez um pedaço de concreto ou uma das lâmpadas de tubo tivesse caído em sua cabeça enquanto tentava fugir.

Fosse qual fosse a verdade, isso apenas se somou a mais um item do arquivo "Anne Coleman, jovem complicada e potencialmente perigosa" que existia a respeito dela no banco de dados de jovens abandonados e órfãos do sistema de adoção americano.

A estrada de terra que pegaram tinha virado uma pista de lama devido a chuva recente, e quando Clara finalmente conseguiu manobrar seu velho Santana marrom até a porteira da fazenda chamada "Portfield", Anne estava agradecendo por não terem entalado algum pneu em um buraco ou batido em uma das árvores da floresta de pinheiros que cercavam a estrada.

Portfield ficava em um largo campo verde, e depois da cerca de madeira que demarcava seus limites junto a estrada e a floresta, Anne pôde ver uma casa velha de dois andares, até que bem cuidada para a idade que devia ter.

Na parte da frente uma plantação de milho se estendia no campo e ao lado da casa ela viu um celeiro onde um cachorro negro enorme dormia próximo da porta. Uma picape vermelha, daquelas que deviam ter estrelado a categoria anos atrás, estava estacionada na frente da casa.

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