Capítulo 2 - Provas improváveis

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— Vou ligar para o pessoal da segurança, para pedir as imagens das câmeras. — Jer comenta assim que entramos em nosso quarto.

Depois de chegarmos da casa de meus pais, almoçamos juntos. Jer e eu estamos tentando não passar essa atmosfera de tensão que está sobre nós. Meu menino não tem que se envolver ou ser envolvido nesse tipo de problema.

As palavras de meu pai ainda habitam meu consciente. Pergunto-me como ele pode acreditar naquele vídeo e ignorar nossa palavra? Somos uma família e ele está destruindo isso.

Rick está brincando no seu quarto, Jeremy e eu iremos atrás das imagens das câmeras da Construtora, assim provaremos o quanto papai está errado.

Nisso tudo, o que mais me machucou foi o fato de meu pai querer afastar Alaric de nós. Jeremy e eu somos seus pais. Sei que meu marido e eu somos aptos para cuidarmos do nosso filho, qualquer um de nós morreria por ele sem hesitar, da mesma forma, sei que Jeremy O'Connor é inocente.

— Tudo bem. — assinto e deito-me na cama.

Minha cabeça está latejando. Um milhão de pensamentos voam ao mesmo tempo. Foram informações demais para uma manhã que deveria ser comum. Eu só queria que papai acreditasse na gente, na sua família.

— Esposa... — Jer chama minha atenção.

Hum?

— Quer conversar?

Ele senta-se na cama. Respiro fundo e assinto. Vou para seu colo e escoro a cabeça em seu peito.

— Não estou com medo dessa acusação, sei que você é inocente. O que me incomoda...

— O que está te incomodando? — sinto seu carinho em meus cabelos.

— O fato do meu pai não acreditar na nossa palavra. Ele está agindo como... eu não sei, mas não é bom, entende? Papai disse que iria defender a sua empresa, ele colocou a Companhia em primeiro lugar. — seguro-me para não chorar, porém as lágrimas começam a descer.

— Amor, tudo ficará bem. As coisas serão esclarecidas e vamos almoçar todos juntos no domingo. Seu pai está ficando velho, consequentemente, ranzinza, mas ele te ama. — ele enxuga cada lágrima do meu rosto.

— Me desculpe, estou agindo como uma boba.

— Amor, ei... — suas mãos seguram meu rosto delicadamente, encontrando nossos olhares. — Você não está sendo uma boba. Você só foi pega de surpresa e toda essa situação te fragilizou, é normal. Mas estou aqui e sempre estarei aqui. — Jer colocou a mão do lado esquerdo do meu peito. — Eu te amo, amo nosso filho e sei que isso é só mais uma fase que vamos passar e com sucesso. Estaremos todos almoçando juntos no final de semana.

O sorriso de Jer aquece meu coração, fazendo-me sorrir também.

— É, você está certo. Precisamos ter fé. Já passamos por coisas piores e Deus nos ajudou. — entrelaço nossos dedos. — Imagino se vovó estivesse aqui. Com certeza, ela iria nos dar um sábio conselho.

— Para isso temos a sua mãe. Katherine provou ter herdado a sabedoria e a paciência da sra. Angelina. Ela aguenta o Benjamin, afinal.

— Muito engraçado, O'Connor. — rio baixinho. — Acho que também herdei a paciência da minha mãe.

A porta de nosso quarto é aberta e Rick corre para cima da cama. Abraço meu menino com força.

— Olha o desenho que eu fiz, mamãe. — ele entrega-me o papel.

Os bonecos desenhados como gravetos chamam minha atenção pela quantidade.

— Ficou lindo, meu amor. Quem são? — afago seus cabelos cor de ouro.

Indelével | spin-off de Contrato de AmorOnde as histórias ganham vida. Descobre agora