CINQUENTA E SEIS PARTE DOIS: NICHOLAS

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Quando a noite chegou, eu não estava nenhum pouco preparado para ir ao campeonato de futebol, o Lorenzo prometeu vir me buscar, e a Alison me mandou uma mensagem dizendo que se encontraria com a Mia e o Michel para irem juntos, a Kimberly se envolveu em um problema com o Justin, que pediu para ela ir visita-lo com urgência, e isso fez o meu peito apertar, embora não tivéssemos nada e o meu amor por ela não fosse do tipo namorados, éramos amigos, e eu estava convicto da minha sexualidade, antes eu até me considerava bissexual, mas agora eu estava começando a ter certeza de ser gay, embora algumas outras garotas ainda me atraísse, o que tornava esse pensamento estranho.

Meus pais decidiram que me acompanhariam no campeonato, o que seria um saco já que o Lorenzo teria que ir no mesmo carro que eu e isso iria limitar nossa aproximação dentro dele. A tia Rouse, mãe do Derek, também iria — obviamente —, mas por sorte a policia cedeu a viatura para que o tio Fred chegasse à tempo depois do seu plantão, pelos boatos que havia entre as conversas dele com o meu pai, ele estava prestes a ser promovido e a tia Rouse estava prestes a voltar para casa, mas antes disso ela teria que retornar a Vegas, ela tinha uma vida e uma carreira médica lá.

Diante do grande espelho do meu banheiro, eu admiro a minha imagem. Eu estou bem perfumado, e acho que uma camiseta preta de mangas compridas com algumas rosas vermelhas costuradas em ambos os seus braços é o mais confortável para uma noite possivelmente fria, já que segundo a previsão, ainda existia chances de chuva. A calça cor mostarda era a minha melhor opção, e o all star preto finalizou o processo.

— Nicholas!? — ouvi a voz do meu pai, batendo na porta do meu quarto algumas vezes. — O tal do Lorenzo chegou, desça para atende-lo.

— Pode mandar ele subir, pai? É que eu estou terminando algumas coisas por aqui. — minto, porque a única coisa que eu queria era passar um minuto a sós com o Lorenzo, e quando ele invade o meu quarto alguns minutos depois do meu pedido, um sorriso quase rasga o meu rosto de tão grande.

— Eu tenho algo para você. — ele diz após fechar a porta, e então leva a mão até o bolso da jaqueta de couro, imagino que o tal presente seja uma carteira de cigarros sabor menta, mas eu erro. — Não é algo grande, te darei um presente melhor amanhã, mas eu estava dando uma volta por algumas lojas à procura de algo para você e achei isso. — ele tira uma pequena caixa preta que é aberta em seguida, revelando um colar com o pingente do yin yang, aquele símbolo chinês onde o yin é a parte da escuridão com o seu ponto de luz e o yang é a luz com o seu ponto de escuridão.

Aquilo faz o meu coração acelerar.

— Obrigado. — eu mordo meus lábios em seguida. — E como dividiremos isso?

— Você é a minha luz. — ele diz, se aproximando com a parte branca em mãos. — Eu não sinto vontade de beber ou fumar ou fazer qualquer outra merda quando estou do seu lado, então você fica com o yang. — ele passa o colar por minha cabeça e termina ajustando ele em meu pescoço. — E eu sou seu yin, aceite isso como o presente de um amigo que gosta muito de você.

— Cale a boca, Lorenzo.

— O quê? — sua confusão me deixa ainda mais ansioso para o que estou prestes a fazer. Eu já mandei o Derek se foder, e é isso o que eu quero agora.

Eu colo meu corpo no do Lorenzo que cola o seu corpo contra a porta do meu quarto, ele entende o que eu quero, porque me envolve em seus braços e roça seus lábios nos meus. É o nosso segundo beijo, uma semana depois.

O seu hálito de álcool é atentador, e isso desperta em mim a vontade de arrancar a sua roupa e levá-lo para a minha cama onde passaríamos o restante da noite colocando a casa em chamas.

Depois do Ritual (Romance Gay)Leia esta história GRATUITAMENTE!