CINQUENTA E CINCO: NICHOLAS

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Lorenzo estava com o papel das falas em mãos, e eu estava rindo demais ao invés de me concentrar para o que iríamos fazer. Estava sendo estranho ficar ali, mas isso era um estranho bom, um estranho bom demais. O meu aniversário estava chegando, e talvez ter ganhado a sua amizade tenha sido o meu melhor presente.

— Tudo bem, podemos começar Sr Nicholas? — ele pergunta, arqueando uma das sobrancelhas perfeitas enquanto me olha, continua sentado em sua poltrona giratória, mas agora está com uma postura mais séria.

Eu concordo com a cabeça, e então ele se levanta e pede para que eu faça o mesmo, estamos frente à frente.

— Nossas famílias são inimigas, Esmeralda. Isso jamais vai dar certo, não podemos fugir para o longe porque o longe é extenso demais para duas pessoas como nós dois, somos amantes sem destino, isso nunca dará certo. — sua atuação é incrivelmente boa, e eu fico feliz por estar ajudando ele com isso.

Agora é a minha vez, eu só preciso ler o papel duas vezes para gravar as falas em minha cabeça.

— É claro que podemos, Ronny. — eu tenho que me aproximar, precisamos fazer isso da melhor forma. — É pelo longe ser extenso que nós dois podemos nos perder nele, ninguém poderá nos achar, e se acharem, eu prometo morrer em troca do nosso amor, eu morrerei por você. — meus olhos estão fixos nos seus, e ele sorri em aprovação quando eu termino.

— E se o amor não for o suficiente para nos manter unidos? E se ele acabar enquanto estivermos sozinhos? O que será de nós dois, Mel? — Lorenzo passa seu braço por minha cintura e cola o seu corpo no meu, eu fico tenso, eu deixo de sentir as minhas pernas.

— Então encontraremos um outro jeito, criaremos algum novo sentimento e chamaremos ele de amor, mas eu não desistirei de você contanto que você não desista de mim, meu amado. — minha mão livre encontra seu rosto, a outra permanece segurando o papel de falas, agora é a cena do beijo. — E agora? A gente se beija?

Ele não me responde, mas continua com seus olhos fixos nos meus.

— Lorenzo, o que eu faço agora? — novamente eu pergunto, e em resposta ele cola ainda mais os nossos corpos e aproxima seu rosto do meu. Eu consigo sentir o sabor daquele hálito, parece ser uma das melhores bebidas baratas.

Talvez um dia eu me arrependa do que estou prestes a fazer, mas esse dia não será hoje. Esse arrependimento não vai chegar agora.

Minha mão desce para a sua nuca e então eu fecho meus olhos antes de puxar seu rosto para mim e encostar seus lábios nos meus. Ele reage, me apertando contra o seu corpo com a outra mão, em um abraço. Sua língua não demora muito tempo para encontrar a minha, e minhas bochechas formigam quando isso acontece.

Seu beijo é quente, lento e extremamente excitante.

Mentalmente eu agradeço a Alison e Mia por terem armado tudo isso, sem elas esse beijo jamais teria acontecido. Não que eu quisesse ele, mas aconteceu, e aconteceu de uma forma natural.

Lorenzo só se afasta quando morde meu lábio inferior e o puxa para si, finalizando com uma chupada que termina com um estalo logo em seguida. E então eu abro meus olhos, totalmente envergonhado, excitado e fora de mim.

— Caramba. — ele passa um dos dedos pelos lábios, o que me deixa ainda mais envergonhado. — Isso foi..

— Não fale. — eu peço, cortando-o.

— Por que não? — ele ri, e então pega o papel que deixou caiu no chão enquanto nos beijávamos. — Isso foi muito bom, e se você ficar mais vermelho do que já está, eu acho que você vai explodir.

Depois do Ritual (Romance Gay)Leia esta história GRATUITAMENTE!