Vamos falar sobre o Eibl???

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Talvez não seja a hora. Tô chorando, na verdade, só de pensar no texto. Mas... quero falar do Eibl.

Não sei se vocês sabem – e na verdade quem não sabe é porque realmente tá afastado de mim, então nem deve ler esse texto – mas eu tenho um chinchila. E ele está doente há 3 meses. Começou no dia seguinte depois de ele estar estupidamente agitado. Pensa num chinchila feliz. Moro numa kitnet, e ele tem acesso a boa parte dela – se não porque eu deixo, porque ele dá um jeitinho. Aquele dia ele se enfiou até atrás da geladeira. E vinha e voltava e pulava em mim e estava feliz. Inigualavelmente feliz. Quis o dia seguinte que ele acordasse no outro oposto da escala: prostrado. Sem querer nada. Nem brigar com Mushi, meu namorado – a quem ele odeia – ele queria. Também não queria comer. Fiquei de olho e, como a coisa não melhorou, liguei na Chillan no dia seguinte. A Chillan, pra quem não sabe e está com preguiça de dar um google, é o que eu chamo de paraíso do chinchila. Tudo que eles vendem é pra chinchilas, e seus donos são simplesmente maravilhosos no que diz respeito a ajudar quem tem esses roedores. Eles já me salvaram de muitas enrascadas – por exemplo, da primeira vez que o Eibl ficou doente. Ele teve um abscesso na mandíbula, provocado por uma inflamação na raiz do dente. Foram eles que me indicaram a Odontovet, que cuidou do Eibl com todo o carinho por uns bons meses, já que a ferida não tratava de fechar nunca. Bom, a Chillan me indicou o que fazer: chance grande de ser gás no estômago, então remedinho pra dor e pra gases, massagenzinha. Eibl pareceu melhorar e eu fiquei feliz por isso. Mas não foi bem assim. Ele começou a convulsionar. Poderia ser gás? Sim... mas ele estava medicado pra isso, porque o gás não ia embora? Me indicaram outra veterinária, da confiança, que concluiu que o problema poderia ser o dente, que não deixava ele comer direito e, por tabela, fazia acumular gás. Fazia sentido pois de tempos em tempos eu teria mesmo que raspar o dente do Eibl por conta de ele ter perdido alguns no ano anterior. Ok, vamos correr no outro veterinário, raspei os dentes de novo – estavam mesmo grandes. Adiantou? Não. Ele continuava sem querer comer e prostrado. Achei que fosse da anestesia da raspagem, então estava ok com isso, até que notei uma gosminha do ouvido. Voltei na vet, que identificou otite. Como era o mesmo ouvido onde o dente tinha crescido, era provável que um tivesse machucado o outro. No mesmo dia tinha um branquinho – tipo uma gosminha de conjuntivite – no olho. Ela me disse que tudo bem, que era por conta da comunicação entre ouvido e olho, e quando a otite passasse o olho ia ficar melhor. Acreditei e fui embora. Ah, faltou dizer uma coisa: eu estava dando papinha pro Eibl, já que ele não estava comendo. Quem disse que ele estava aceitando? Deduzo que metade do que ele comia ia pro pelo, a outra metade não ia pro estômago. Ou isso ou algo assim. Não importa: tínhamos um chinchila que não comia e com otite.

Não comer não ajuda em nenhum dos sintomas que ele tinha. Gás só saí do estômago por vias naturais se tiver fezes, e fezes só existem se houver comida. Piora se você considerar que a imunidade do bicho cai se ele não come direito, o que agrava a otite. E, claro, é comendo que os chinchilas desgastam os dentes, mas isso nem vem ao caso nesse momento. E, no mesmo dia que a otite foi diagnosticada, o que o Eibl começou a ter? Mais convulsões. De tempos em tempos em tempos. Quando a coisa ficou tão constante que eu não sabia mais o que fazer, liguei pra veterinária que me mandou reforçar a papa e, se nada adiantasse, ela me daria uma receita de gardenal. No dia seguinte fui eu buscar a receita e ria da ironia de ter um chinchila epiléptico. Ao menos as convulsões iriam parar, né? Correto???

<blink>*********ERRADO!********</blink>

No fim de semana ele não convulsionou depois do remédio, mas segunda ele voltou a convulsionar. E convulsionou. E 2 da manhã (ou seriam 3?) eu acordei com ele girando como se estivesse possuído dentro da gaiola dele. Sem saber o que fazer, mas sabendo que era a única forma de ajudá-lo, tirei ele da gaiola e liguei pra veterinária, que mandou aumentar o gardenal e dar mais comida. Fiz. E depois de umas horas convulsionando (eu sentia ele no meu colo voltando a ter espasmos e rezava para que ele se fosse logo....) ele parou.

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