Fevereiro, 2017. III.

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Sei que demorei um ano e meio para postar esse capítulo e dou toda a razão caso não me perdoem por isso, mas juro que gostei desse capítulo e espero que vocês gostem também.
Já disse que escrever Clube dos 7 Erros está sendo meu maior desafio? Porque está.
Cada vez que eu vou conhecendo um novo personagem, mais um vejo que eu fui me meter numa verdadeira aventura, mas eu espero tocar muitos de vocês com pelo menos um personagem.
Gostaria de fazer dois pedidos:
1- Não leiam esse capitulo apenas passando o olho. Leiam e tentem entender tudo que está por trás das palavras escritas;
2- Me deem um feedback, é muito importante para mim saber o que vocês estão achando, o que está bom, o que eu posso melhorar.
Um beijo no coração de todos, amo vocês!
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    A vida de Maia era um tanto complicada quando o assunto se tratava de sua família.

    Os corredores de sua casa, agora, estavam um tanto silenciosos, o que ela considerava bom, visto que antes só eram ouvidos gritos e soluços de um choro incontrolável.

    Mesmo assim, as lembranças de Maia permaneciam muito claras. Seu subconsciente ainda conseguia escutar claramente cada som que, para Maia, permaneceria para sempre pairando no local.

    Sentiu seu coração errar uma batida e suas pernas vacilarem quando viu seu pai parado na frente da porta de sua casa. Usava óculos escuros, uma jaqueta jeans de couro. Seu corpo estava apoiado no carro preto e parecia concentrado em alguma coisa que fazia em seu celular. Era ridículo e vergonhoso ver que o pai mais parecia um adolescente mimado. Cecília, sua irmã mais velha, estava dentro do carro com cara de tédio. Podia ser coisa da sua cabeça, mas os cabelos da garota, antes castanhos e perfeitamente penteados, estavam pintados em um tom de ruivo que Maia não conseguia dizer se era vermelho ou laranja. Uma mistura dos dois, talvez.

    Maia podia simplesmente andar de fininho até sua casa, os dois pareciam tão distraídos...

    Mas, para a morena, engolir aquela cena era impossível. Quando se tratava de sua mãe, Maia esquecia completamente de que era uma das pessoas mais tímidas do universo.

    Andou em direção ao seu pai em passos rápidos e largos. Odiava ver a situação na qual aquele homem havia colocado não apenas sua mãe, mas toda sua família. Sua irmã parecia uma rebelde dos filmes americanos, e a forma como mascava seu chiclete estava, mesmo de longe, irritando profundamente a morena.

    — O que está fazendo aqui? — perguntou.

    — Eu estava esperando por você. — O homem bloqueou o celular e o colocou dentro do bolso quando reconheceu a voz tão familiar da filha. — Senti sua falta.

    — Não tente forçar uma amizade entre nós. Diferente de Cecília, eu sei do mal que você fez a minha mãe. Eu não aguento mais olhar para a sua cara.

    Cecília levantou os óculos escuros, colocando-os sobre sua cabeça. Seu cenho estava franzido e seu olhar parecia duvida de cada palavra que saía da boca da irmã.

    — Quando foi que eu entrei no assunto?

    — Quando você virou as costas para minha mãe, fingiu que foi uma separação normal e se tornou essa pessoa deplorável.

    Não que Maia tivesse algum preconceito com adolescentes rebeldes, de cabelo colorido e que mascam chiclete daquela forma terrivelmente irritante, mas odiava ver a pessoa que sua irmã mais velha havia se tornado. Cecília tinha tudo: uma mãe que a amava incondicionalmente, um pai maneiro que fazia o possível e o impossível para realizar todos os seus sonhos, uma irmã que era praticamente seu diário humano e amigos incrivelmente divertidos. A mudança foi radical e, para Maia, sem sentido.

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