Capítulo VI - A Fada Verde

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— VOCÊ SABE O MEU NOME? — Lorenai gritou, exaltando a aura da Lâmina do Destino que fumegava na bainha. Ela observava o garoto que massageava o lado da face em que fora estapeado, segundos atrás, pela princesa eufórica e estressada que acabara de conhecer e salvar das garras dos bandidos.

Gideon apertou os olhos, fitando Lorenai, indignado com sua reação:

— Cara, e eu que achava que princesas não eram letais — ele reclamou, apertando as próprias bochechas com as marcas dos dedos de Lorenai. — Filhote de dragão. Que dor. É assim que se retribui um jovem cavalheiro que ajuda damas indefesas? Preferia um beijo, menos doloroso e bem mais legal, mesmo que fosse partir o meu coração me abandonando na escadaria no dia de nosso casamento.

Lorenai colocou as mãos na cintura, raivosa, bufando as palavras que saíam atropeladas pela sua língua:

— Homens! Vocês são tão deprimentes e dramáticos. Há uma escola em que vocês ensaiam todas essas falas, não há? Quero frequentá-la diariamente para aprender a me afastar de pessoas que se formam nela. — Ela relaxou os ombros, olhando para o céu coberto de rochas, falando com os deuses — Por Valahad, que mentes imbecis!

O garoto inspirou, estufando o peito. Lorenai evitava olhar diretamente para ele por muito tempo, pois tinha vontade de se jogar em seus braços fortes, aninhando-se no seu peito de curvas sinuosas e colo definido, bastava uma breve observada para que balançasse a cabeça afastando os pensamentos mais calorosos.

— Valahad que nos concebeu essa mente, reclame pra ela mesma, só não me estapeie de novo. — Ele debochou. — E não, não tem escola nenhuma. Não de onde eu vim. Será que tem uma escola para princesas chatas e resmungonas que envelhecem antes do tempo?

Lorenai ficou boquiaberta, cortando o ar com a Lâmina do Destino por puro impulso de raiva. Gideon protegeu o peito com as mãos, vendo a luva que vestia receber um levíssimo corte causado pela afiada espada.

— Você mesmo me chamando de velha resmungona, é isso? — Ela se estressou.

Ele mordeu os lábios carnudos, percebendo que Lorenai o olhava com um desejo estampado em todas as suas expressões:

— Sabia que é muito feio reprimir desejos? — ele falou, sendo sincero. — Por que não me beija de uma vez, me agradece, e continua seu rumo? Quer ficar mais tempo comigo. Eu sei.

Efusiva, Lorenai se debateu, rangendo os dentes e segurando os próprios punhos para não socar Gideon com toda a força de sua fúria. Não sabia se conseguiria se controlar por muito mais tempo. Fosse para beijá-lo, ou espancá-lo. Era mais fácil a segunda alternativa, apesar da inegável atração.

— OKAY! Obrigada, mesmo, do fundo do meu coração te dou os meus mais sinceros agradecimentos. Eu não seria nada sem a minha espada e todo o resto. O Reino então? Tenho medo só de pensar em qual seria o destino de Asgaha. Agora, eu tenho muito mais o que fazer e não posso ficar perdendo tempo com alguém que fica observando donzelas em perigo, pronto para salvá-las e de quebra ganhar um beijinho. Passar bem, senhor Drakhonis! — ela gritou, cuspindo as palavras e fazendo uma saudação à Gideon, arranhando a garganta para falar Drakhonis do jeito mais nervoso possível.

Os Guerreiros de Alquemena - A Jornada de LorenaiRead this story for FREE!