Capítulo 39 (Penúltimo)

Começar do início

Ela estava exaltada com o celular no ouvido e com a outra mão segurava o guardanapo. Senti cheiro de queimado e entrei na cozinha, ela me olhou receosa, peguei o guardanapo das mãos dela e abri o forno.

Putaquipariu. Queimou.

- Oh droga! - ela disse mais irritada pelo fato de ter queimado a comida.

Eu gargalhei.

- Não ri! - ela disse ainda com o celular no ouvido. - Ah... Oi? Nada não! Então é isso né? Pare de me colocar contra a parede Konan! É tem razão... Nunca tivemos nada sério Konan... Se você for parar pra pensar.

Ignorei o fato dela falando lá com o japonês babacão e dei um jeito naquela fumaça que saia e deixei a comida queimada na pia. Olhei para ela que ainda estava muito zangada.

- Eu pensei que apesar de tudo éramos amigos! Você fica me pressionando! Para com isso! ... Okay! Tchau! - ela desligou e foi em direção a pia, logo me olhou triste. - Queimei nosso jantar, desculpa.

Tirei o celular da mão dela e deixei em cima da mesa, sorri e entrelacei nossos dedos.

- Então teremos que sair para jantar fora.

- Han... Não... eu dou um jeito...

- Victoria, não seja teimosa... Vamos sair... - peguei as chaves do meu carro e puxei as mãos dela.

- Perai... eu... Eu vou me arrumar. Estou ridícula. - ela reclamou e eu gargalhei de novo.

- Você está linda! - ela sabia que quando eu falava que estava linda é porque estava mesmo.

- Ok! - ela pegou sua bolsa, seu celular e saímos.

Descemos, abri a porta do carro para ela e logo entrei no mesmo.

- Tem preferência por algum restaurante? - perguntei saindo do prédio.

- Não... Pode ser qualquer um, eu só estou faminta. - ela disse colocando o cinto de segurança.

- E desde quando você não está faminta? - ela bateu no meu braço.

Eu adorava encrencar com ela.

O trânsito até que não estava ruim. Percebi que Vicky ficava me olhando de soslaio, me observando.

- Que foi? - perguntei e ela disfarçou.

- Que foi o que? - ela se ajeitou no assento.

- Você está me olhando... Tipo, o tempo todo.

- Não estou não!

- Está sim... Até parece que está apaixonada. - falei de olho na estrada e não vi a reação dela.

Logo chegamos ao restaurante. Desci do carro e abri a porta para ela.

- Você como sempre um cavalheiro. - falou e olhou o restaurante luxuoso.

Eu era mesmo.

- Nunca deixei de ser. - falei e peguei na mão dela entregando as chaves do meu carro para o manobrista do restaurante.

- Como é que você me trás nesse restaurante luxuoso e caro sendo que estou toda ridícula. - ela reclamou.

- Você não está ridícula, que mulher chata gente... Eu hein.

Ela me beliscou e fiz uma careta.

Por sorte, o restaurante não estava tão cheio, o dono, já conhecido meu, veio nos cumprimentar e nos levou a uma mesa nos fundos. Havia umas mulheres com seus maridos, me olhando, e um grupo de mulheres, numa mesa que passamos também me olhavam e mordiam os lábios.

Sky [COMPLETO]Leia esta história GRATUITAMENTE!