Capítulo 14 - Só me faltava mais esta.

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Olá!

Peço desculpa por ter colocado tão tarde, mas não consegui postar mais cedo!! 

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Beijinhos & Boas leituras

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- Claro que és bonito amor. – Falou uma mulher que apareceu atrás dele. Merda, a cabra da ex-namorada voltou.

- Mas o que é que estás aqui a fazer? – Perguntou, saltando todas as normas de boa educação.

- Vim ver-te. – Respondeu.

- Deves ter fotografias minhas, olhas para elas e não me chateies. – Resmungou. Quem visse de fora ficava com uma péssima impressão dele, afinal estava a tratar mal uma mulher, e estava na ordem do dia a condenação feroz de homens com tais atitudes.

- Não sejas assim. – Suplicou, fazendo uma cara de cachorrinho abandonado. – O que estás a fazer?

- A ver se o mundo acaba. – Resmungou novamente. – Admite lá, o que é que vieste cá fazer? – Perguntou, dando uma trinca no seu peru assado.

- Já disse.

- E eu não acredito. – Respondeu.

Eu sentia-me a mais naquela conversa, mas também não me ia mudar, porque afinal de contas eles estavam no MEU lugar de trabalho, por mais que fosse incomodo todo aquele ambiente hostil. Contudo eu também estava a pensar como ele. Ela não apareceria ali sem uma jogada pensada.

- Eu preocupo-me contigo. – Atirou, para mim sem nexo nenhum.

- Mas eu já fui bem explicito. – Resmungou. O que era interessante e ao mesmo tempo enervante, é que ele estava a falar com a rapariga, mas nem uma vez olhou para ela. O seu olhar estava fixo no pacote de take-away que tinha trazido, mas nem assim ela arredava pé.

- Mas...

- Mas nada. – Respondeu o meu velho amigo. – Acabou Camila. – Falou, olhando pela primeira vez para ela. – Percebe de uma vez, segue com a tua vida em frente. – Conclui, voltando a dedicar-se ao seu almoço. Como era hora de almoço a redação estava vazia e por isso não havia espectadores.

- A minha vida é contigo, ou achas que outra mulher tipo essa aí à frente pode fazer-te feliz. – Resmungou a cabra. Foste pelo caminho errado. Ela cometeu um erro terrível, meteu-me numa discussão em que eu era apenas uma espectadora.

- Não falas da Olívia. – Resmungou o Joel em minha defesa, levantando-se, impedindo-me de falar, contudo eu também me levantei, e fui na direção deles.

- Que nome tão chique! – Exclamou gozando. – Deves estar mesmo interessado para tanto alarido. Percebe que ela é apenas mais uma. – A mão dele levantou-se para lhe dar uma estalada, mas eu agarrei-lhe no braço impedindo-o de fazer uma loucura, se alguém lhe tinha de bater era eu.

- Sai daqui por onde entraste. – Ordenei, metendo-me na frente do Joel.

- Tu não me dás ordens.

- Ou sais a bem, ou mal. – Falei. Estava a ficar farta da má educação daquela mulher, achava-se superior a todos.

- Ouviste-a Camila, sai. – Falou o Joel. – Não temos mais nada para conversar.

- Eu vou, mas volto. – Ameaçou. Mal a vi a afastar-se atirei-me de novo para a minha cadeira e suspirei. Afastava-me de uns problemas apareciam logo outros para me chatear. Só me faltava mais esta. A Camila via em mim uma ameaça ao seu amor, mas na realidade ela é que era o maior travão.

- Desculpa. – Falou o , sentando-se também novamente na cadeira.

- Não tens culpa de ela ser uma dissimulada. – Respondi, voltando a olhar para o meu frango.

- Mas ela apareceu aqui por minha causa. – Martirizou-se. – Eu sinto que para onde quer que vá ela vai sempre perseguir-me. – Desabafou. Tinha pena dele, afinal eu concordava, a mulher parecia suficientemente louca para o perseguir toda a vida.

- Se não é indiscrição, porque é que acabaram? – Perguntei, na tentativa de satisfazer a minha curiosidade. Perguntava-me o porquê do término desde que soube da existência dela, afinal o Joel parecia ser um excelente homem, apesar de muitas vezes as aparências enganarem, mas depois de ter visto um pouco do que a Camila era, já tinha algumas ideias de quem seria o culpado.

- Não tive paciência para ela. – Respondeu, fitando o seu peru. – Ela consome uma pessoa, anda sempre em cima, a controlar... - Suspirou.

- É complicado.

- Se é, cada vez que dava um passo, lá aparecia ela para controlar e cansei-me e acabei com tudo. – Contou. – Mas nem assim me livrei dela, e sei que em parte a culpa é da minha mãe, que continua a contar-lhe a minha vida.

- Se calhar gosta muito dela. – Atirei.

- Gosta dela, e da posição social que ela tem. Os pais da Camila têm uma firma de advocacia bastante famosa. – Contou. – A minha querida mãe quer manter o nível social.

- Pensava que isso já não acontecia. – Supostamente a questão da posição social tinha mudado com a evolução do tempo.

- Claro que acontece, muito mais do que se pensa. – Comentou. – A minha mãe vive obcecada com o meu casamento, sempre que lá vou a casa ela vem com histórias, com ideias, a tentar puxar-me para a Camila novamente. – Contou. A relação dele com a mãe parecia conflituosa.

- E o teu pai?

- O meu pai? Esse pouco fala para mim porque não segui a carreira dele. – Contou. – Mas no que toca à minha vida amorosa ele não se mete.

A vida perfeita que a linda cara dele aparenta, estava bem longe da realidade, mas também eu não era ninguém para falar, afinal o meu passado era uma desgraça e o futuro não tinha perspetivas muito melhores. Contudo a vida dele parecia estar minada pela Camila, que por mais que ele tentasse fugir conseguia estar sempre no pé dele.

- A minha vida é uma desgraça. – Suspirou.

- A minha não é muito melhor. – Concordei.

- Somos uma desgraça. – Comentou. – Mas vejo um negro futuro na minha frente.

- Tens de falar a sério com a Camila, e também com a tua mãe. – Sugeri.

- Achas que já não tentei? A minha mãe acha que pode mandar em mim como se eu tivesse cinco anos, só que em vez opinar sobre os meus brinquedos, agora dá opiniões incisivas sobre a minha vida amorosa. – Desabafou.

- Todas as mães são assim. – Comentei.

- A minha é demasiado irritante e metediça.

- Mas ao menos está viva. – Falei, forçando um sorriso.

- Desculpa, eu estou aqui a queixar-me e a tua vida é bem pior. – Desculpou-se, mas ele não podia calar-se cada vez que o assunto me podia atingir mesmo que indiretamente.

- Não tens que pedir desculpa, eu já me habituei, e não posso impedir as pessoas à minha volta de falar dos pais. – Respondi. Era verdade, por mais que me custasse não podia controlar os assuntos à minha volta.

- És uma mulher fantástica. – Elogiou. – Pergunto-me o porquê de estares solteira. – Comentou.

- Talvez porque ainda não se proporcionou outra vida. O que tiver de acontecer, acontecerá.

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