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Penso nele como um pertence -- algo de existência material, que está ali porque alguém achou que faria bem à vista, uma vez exposto. Contudo, deixando de lado o quanto de fato ele agrada os olhos de quem observa, não seria o tipo de coisa que pertenceria a alguém.

Já que existem coisas que não pertencem a ninguém. Por falta de dono, ou por conta de dono que deixou de ser. 

Não que eu tenha sido dona dele. Ou que alguém o tenha sido antes de mim. Acho que algumas coisas nunca pertenceram a alguém. Ou, se pertenceram, podem ter sido abandonadas -- e o abandono tem essa coisa de fazer com que não se queira dono nunca mais.

E tem as coisas perdidas, que têm dono. E não dá para ser dono de quem tem dono prévio.


Eu vou te perdoar por levar meu coração na mala.



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