Preparações

Começar do início

          — Tudo bem, tudo bem... — Aros relaxou, passando as mãos pelo cabelo, e se virou para Herimbor. — Majestade, eu terei que verificar essa situação dentro das Legiões Térreas e com Sorya. O que você pretende fazer?

          — Eu... Aros, eu realmente não sei ainda.

          O rei colocou as duas mãos no rosto e as deixou caírem nos braços da cadeira, um cansaço enorme aparecia em seu rosto.

          — Bem, não posso me abster de verificar a situação também. — Suspirou e franziu o cenho, se decidindo antes de continuar:

          — Muito bem. Edwin, nosso plano inicial continua o mesmo, você está encarregado de verificar a Floresta Escura com um grupo de soldados, mas não serão só quatro. Quero que escolha mais alguns armazenadores e, depois da situação resolvida, peço que mande um informante e siga com o grupo para Deschain.

          Edwin se tornou sério e assentiu com a cabeça para o rei. Eastar percebeu que o homem não era tão desinteressado quanto parecia.

          — Também mandarei cartas a todas as cidades do Reino Sirion para que mandem reforços para Brandevin. Eles devem chegar antes de vocês, já que vão pelo mar.

          — Herimbor. Tenho um pedido a lhe fazer. — Aros encarava o rei, que se virou para ele, surpreso e sem jeito.

          — Diga, Comandante.

          — Não mande todas as suas forças. Você precisa fortificar a Cidade Portuária, e se a guerra for perdida, precisa proteger este reino. — Levantou um dedo. — E mais uma coisa, abra seus portões aos refugiados.

          E diante da expressão insegura do rei e dos outros ali, continuou com mais firmeza.

          — Sei que também haverá humanos entre os que fogem da guerra, mas peço que os aceite da maneira que puder. Eles querem dominar todos os reinos antes de descer ao sul, e isso pode nos ajudar.

          Fez uma pausa, olhando em volta para saber se a ideia começava a ser aceita, percebeu que sim, então continuou:

          — Podemos refugiar as pessoas aqui por enquanto, pelo menos até tentarmos resolver a situação. Talvez eu consiga reunir estelares dispostos a descer e nos ajudar a resolver essa guerra, mas não posso dar certeza...

          — Por que não? — Sindar abriu os braços, entrando na conversa. — Vocês facilitariam tudo, acabaríamos com tudo isso rapidamente!

          O Comandante balançou a cabeça em negação, com um fraco sorriso no rosto.

          — Muitos de nós não querem mais se envolver, têm medo de perder seus companheiros ou morrer por guerras que não fazem sentido pra eles. Além disso, a maioria já não é tão forte quanto antes. Passar tempo no planeta... acaba diminuindo a energia da maioria dos estelares. — Olhou para o rei. — Lhe peço que abra seus portões. Por favor. Faça isso pela nossa amizade, e pelo carinho que eu tinha para com o seu pai. Sei que ele concordaria comigo.

          Herimbor manteve o olhar no Comandante por um tempo, ele não se sentia preparado e, ao encarar o estelar, via alguém de experiência milenar. Não havia porquê contrariá-lo. Ele sabia que os conselhos de Aros eram os melhores possíveis e que só o que poderia fazer seria segui-los e esperar por um bom resultado.

          — Aros. O meu pai partiria para a frente de batalha sem se preocupar com mais nada, e você sabe disso. Mas esse não sou eu.

          Apertou as mãos no braço do trono, mas sorriu e falou:

A Crônica de EastarOnde as histórias ganham vida. Descobre agora