Fevereiro, 2017. II.

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Demorou pro capítulo sair, eu sei, mas eu estava num bloqueio enorme e cheia de provas.
Peço desculpas, gente! Com o fim das provas, prometo tentar ser mais ativa.
Não vou colocar nenhuma música dessa vez, nem tenho muito o que falar sobre esse capítulo, é só pra vocês conhecerem melhor mais dois personagens dessa minha (nossa) aventura.
Espero que gostem!
Aguardo comentários.
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Leo amava Sofia.

Amava com todas as forças do mundo aquela garota que havia crescido com ele, aquela garota que ele costumava chamar de irmã mais nova – mesmo sabendo que ela eramais velha. A amava tanto que às vezes achava que sua missão no mundo era amá-la e protegê-la.

Era um amor puro, de dois jovens adolescentes filhos únicos, mas que haviam se adotado como irmãos por terem crescido juntos.

Parecia uma grande ironia do universo, mas suas mães eram melhores amigas na época do colégio, moraram no mesmo apartamento durante a faculdade, casaram e ficaram grávidas praticamente juntas... Atualmente, eram vizinhas e seus filhos eram melhores amigos. Estavam sempre uma na casa da outra, jogando conversa fora, contando piada, fazendo suas maiores confissões e, é claro, tomando café.

Sofia era alguns dias mais velha que Leo, e o garoto, que antes se gabava por ser muito mais alto que a morena – mesmo sendo mais novo –, começava a se assustar com o crescimento repentino da garota que costumava chamar de "pequena". Sofia estava quase a sua altura, e isso assustava não apenas Leonardo, mas também a morena, que estava acostumada a abraçá-lo e ouvir as batidas de seu coração.

Leo sempre soube, desde a infância, que Sofia seria uma mulher incrível quando crescesse, mesmo com as pequenas atitudes dela. Começava com o fato de querer brincar de bonecas, mas também de super-heróis, além de estar sempre pronta para jogar futebol com os meninos da rua – e os garotos sofriam quando Sofia percebia que eles não queriam tirá-la do banco apenas por ser menina.

Sofia era a teimosia em pessoa, e conseguia fazer qualquer um mudar de opinião em dez minutos com o seu poder de argumentação. Às vezes as pessoas simplesmente cansavam de discutir com ela e apenas passavam a concordar, era melhor do que passar mais de cinco horas discutindo sobre o mesmo assunto.

Sofia não parava nunca.

Não parava enquanto não provava que estava certa.

Os pensamentos de Leo acabaram por parar no dia em que entrou na casa de Sofia dizendo que ela era sua namorada. Lembrava-se muito bem das risadas da mãe da garota, e mais ainda do quanto Sofia ficara roxa. A vontade de socar o rosto de Leonardo era enorme, e o menino sabia disso.

Sem querer, soltou uma risada fraca pela lembrança tão espontânea, o que acabou por chamar a atenção da morena.

— O que foi? — riu da expressão do garoto.

— Estava lembrando de algumas coisas... — Sua fala quase não emitiu som algum. — De quando éramos crianças.

— Foram bons tempos. — Sofia deitou no colo do melhor amigo e permitiu que o garoto brincasse com seus cabelos totalmente negros. — Mas não é como seu eu tivesse vontade de volta no tempo. Eu gosto de ter crescido, amadurecido... Gosto de estar aqui, sabe?

— Eu fico pensando no futuro de cada uma dessas pessoas — Leo comentou, pensativo. Seu olhar estava longe, mas Sofia permanecia encarando seus olhos cinzentos. — O que será dos populares quando se formares, estiverem na faculdade? Serão igualmente populares? E os "nerds"? E quanto a nós?

Sofia rolou o próprio corpo, virando-se de barriga para baixo e apoiando o queixo em suas mãos. Precisava ter certeza de que Leo estava prestando atenção em cada palavra que falaria.

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