contraste

393 60 7

Tu é o oposto da luz. O contraste maldito que invade o meu quarto no fim do dia. Pela janela, o dia vai; pela porta, tu entra e traz consigo tudo o que me assombra. Do toque aveludado da sua pele clara ao esquema de cores peculiar da tua íris. De toda extensão do seu corpo, que me cobre por completo e não me deixa ver a luz, não mais, até tu em tu mesmo, que transforma meus vasos sanguíneos em raios e trovões.

Tu é o oposto da luz. A luz estará no dia em que eu vou te ver durante o dia, e confessar pela segunda vez que você é o destinatário de quase tudo que foi escrito por estas mãos. Tua sombra me traz uma alegria violenta, do tipo que inquieta a mente e me faz querer viver um romance.

ROMANCE.

Odeio esta palavra como odeio o inferno, os fins de madrugada, e tu.

Eu, NósLeia esta história GRATUITAMENTE!