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De almoço terminado e já na volta para casa, o Pizzi acaba por-me perguntar se me podia levar a um sítio e eu aceitei.
Eu ainda estava para ver que sítio é que era, visto que tivemos uns quantos momentos de tensão durante o jogo e o almoço. O ambiente está só esquisito entre nós. Não um esquisito mau, mas sim mais aquela adrenalina de aconteceu, queremos que aconteça mais mas também não queremos que se descubra. A situação em si é esquisita. Colegas de trabalho que não têm uma relação mas têm os seus momentos.
Pelo caminho da estrada, percebi que estávamos prestes a estacionar em frente à casa dele. Achei estranho mas não me queixei. Saí do carro e entrei quando abriu a porta.

"Alguma razão específica para isto?" perguntei "Ou apenas para não passarmos a tarde sozinhos na seca?"

"Nada disso " fechou a porta "Mas esperei a manhã toda por isto"

Puxou-me pela cintura e atacou os meus lábios como se não houvesse amanhã. Era um beijo desesperado, tanto da parte dele como da minha. Encostou-me à parede e juntou ainda mais os nossos corpos. Iniciou um trilho de beijos pelo meu pescoço até aonde a gola da camisola permitia.

"Podemos ir para o meu quarto?" sussurrou em frente aos meus lábios. Acenti com a cabeça e depois de me dar um curto bate-chapas, pegou-me ao colo estilo noiva e só me pousou quando chegamos à cama do seu quarto. Deitou-se sobre mim com cuidado para não me magoar e voltou a focar-se nos meus lábios. Não sei quanto tempo passou mas o Pizzi achou que já estava demasiado calor para estar vestido e arrancou a própria camisola. Não que já não o tivesse visto em fotos de tronco nu, mas ao vivo era totalmente diferente. Deixou pequenas mordidas desde a minha orelha até à clavícula e começou a subir a minha t shirt.
Mas eu agarrei-lhe os pulsos.
A "fera" que tinha em cima a atacar-me os lábios parou e olhou para mim como o Pizzi calmo que eu sempre conheci. Praticamente murmurei

"Desculpa... Eu-"

"Shh! Eu é que me desculpo, forcei e acelerei demasiado as coisas sem saber o que tu querias" ele falou baixinho, descendo o pouco que subiu da minha camisola e entrelaçando os dedos das nossas mãos.

"Mas e-"

"Hey, deixa isso. Foi uma ideia estúpida minha. Vamos só descansar aqui" ele deitou-se ao meu lado e eu encostei-me ao seu peito. Não era que eu não quisesse estar com ele daquela forma, mas apenas não me sentia preparada ainda. Quase que instantâneo, senti os meus olhos pesarem de cansaço e o sono a vencer. As carícias que ele me fazia nas costas também não me ajudavam a manter-me acordada. Segundos antes de eu desligar de vez, ouvi-o pedir desculpa mais uma vez por ter forçado a situação.

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