Como tudo começou

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Estava sentado na frente do computador conversando com meus amigos no Facebook até que recebi uma mensagem da garota mais linda que eu conhecia. Seu nome? Rebeca a garota mais linda/popular que havia em minha escola.

Convidava-me para irmos juntos a festa que seu irmão Carlos iria dar naquela noite. Como era gamado naquela mulher, aceitei de prontidão.

Minha empolgação era tanta que não conseguia agüentar a felicidade. Tomei um belo banho, me enrolei na toalha, limpei o espelho que estava embaçado por causa do vapor e me vi refletido no espelho: barba clara por fazer, cabelo loiro suavemente ondulado ultrapassando os ombros, testa larga, sobrancelhas bem desenhada, olhos azuis, nariz proporcional ao rosto, boca pequena, mas bem detalhada e para completar um corte no queixo "não eu não fiz esse corte é de nascença", escovei os dentes, arrumei o cabelo e fui para meu quarto.

- Lucas Antônio Nogueira! Quantas vezes tenho que falar para secar o banheiro?

- Desculpa mãe. – Tiro a toalha da minha cintura e coloco atrás da porta.

- Só desculpas não vão secar o banheiro.

Confesso que não sou uma pessoa organizada. Meu quarto é uma zona, tenho lixo pelo chão, à cama fica sempre desarrumada com roupa limpa e suja em cima, minha escrivaninha - que fica no canto - é uma bagunça com meus materiais escolar espalhado e cheio de poeira.

Já meu guarda-roupa até que é bem organizado do lado tem um espelho que vai do teto até o chão onde toda vez me admirando, NÃO, não sou gay! Apenas gosto de me cuidar e isso eu posso NE?

Naquela noite peguei minha calça jeans mais bonita que tinha - toda trabalhada nos rasgos e bem apertada nas pernas torneadas que tenho pela academia e que realça meu bumbum avantajado de família. Usei também a camiseta mais bonita que tinha. Ela mostrava meus músculos e meu tórax malhado - Sim sou uma pessoa bonita e desejada por todas as garotas, mas a que tenho olhos não me dava atenção e isso me deixava para baixo.

Além do mais depois de tanto carão que dei as garotas começaram a me esnobar só por que eu as ignorava e foi aí que acabei sendo esquecido, mas enfim, coloquei meus tênis preto da Adidas e me perfumei com a fragrância mais doce que tinha "Kaiak".

- Filho cadê o... – Dizia minha mãe entrando no quarto. – Aonde você pensa que vai assim todo elegante?

- Uma amiga me convidou para irmos juntos a uma festa – Ajusto a camisa em meu corpo.

- Sei amiga. – Olhou toda orgulhosa.

- Não é nada o que a senhora está pensando.

- Pedro! Nosso filho tem uma paquera. - Sem jeito saio de atrás dela, mas me deparei com meu pai vindo em minha direção.

- Esse é meu guri! Não esquece isso.

- Papai o que é isso? – Perguntou minha irmã de três (3) anos.

- É o dinheiro pro Lucas comprar sua boneca. – Ficou todo sem jeito.

- Ebaa – Correu Isabela em minha direção. – Me traz uma Barby está bem? – Me deu um abraço e um beijo.

- Pode deixar. – Fico todo feliz a abraçando bem forte como se fosse à última vez que a visse.

A largo no chão e a vejo saindo saltitante porta a fora. Nesse momento meu pai se virou e disse:

- Essa foi por pouco.

- Nisso que dá o senhor querer me ajudar. – Começo a rir.

- Mas você precisa se cuidar, hoje em dia existe muitas doenças sexualmente transmissíveis e não queremos um neto antes da hora. – Olhou para meu rosto que estava corado de vergonha.

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