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POV PIZZI

Estava sentado no meu sofá, a apreciar uns momentos sozinho. Posso reclamar de vez em quando por ser solteiro ou estar sozinho, mas também estar sempre com os rapazes torna-se cansativo para uma pessoa como eu: que gosta do seu espaço.
Depois dos treinos relaxar no sofá é uma das minhas coisas preferidas. Preciso de descansar a cabeça e ás vezes descanso ao ponto de passar pelas brasas e adormecer uma horinha ou duas.
Estava então a ver um filme qualquer no TVCine, supostamente de comédia, quando ouvi 3 leves pancadas na minha porta. Olhei para o relógio, não estava à espera de ninguém nem a esta hora nem hoje. Levantei-me do meio das almofadas em direção à porta. Ajeito ligeiramente a minha t shirt e destranco a porta, abrindo-a de seguida. Não consegui ver quem era, mas tive a surpresa de conseguir sim sentir a pessoa.
Mal abri a porta a Maria atirou-se aos meus lábios, e posso mesmo dizer que nunca senti um beijo tão desejoso por contacto. Puxei-a, sem nunca quebrar o beijo, para dentro de casa e fechei a porta, logo encostando-a nela. Ficamos ali uns bons minutos, sem nunca quebrar aquele momento até que precisámos de ar para respirar. De olhos fechados e testas encostadas, ficamos ali uns segundos sem nenhum de nós falar, apenas a aproveitar o momento.

"Desculpa ter apa-"

"Shh, só fizeste bem" abri ligeiramente os olhos e passei a mao no seu cabelo, dando-lhe um curto bate chapas depois "Queres ir para o sofá?"

"É mais confortável que uma porta" gargalhou um pouco e eu não pude evitar senão fazer o mesmo. Os nossos lábios uniram-se outra vez e fui lentamente puxando-a para trás até entrar na sala e finalmente encontrar o sofá. Estávamos sentados, ainda numa troca de beijos quando ela pára.

"Desculpa ser desmancha-prazeres maaaaaaaas" olhou para a televisão e depois para mim a rir "Este é um dos meus filmes favoritos"

"Conseguiste reconhecer só pelo som?!"

"Já o vi mais de 6 vezes, queres o quê?" riu-se outra vez. Era uma das coisas que eu mais gostava nela. Não só o sorriso, mas sim o riso dela. Era sempre tão genuíno. Fazia-me sempre sorrir.

"Então é fácil: descalça-te para ficares mais confortável e deita-te comigo"

"Isso é tentador"

"Então cede à minha tentação" ri-me, deitando me no sofá. Logo descalçou os ténis e deitou-se comigo no sofá, em conchinha. Às tantas o filme já não interessava, visto que não conseguíamos largar os lábios uns do outro. Era claramente algo mais interessante.

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