Capítulo 8 - Já o conheço demasiado bem.

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Olá! 

Mais um capítulo!! Digam o que estão a achar da história, estou curiosa para saber o que estão a achar!

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Beijos & Boas Leituras

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- Eu pergunto-me o que é que vocês gostam naquele restaurante. – Comentou a Rute, fechando a porta do carro. Tínhamos ido os três almoçar juntos ao restaurante habitual, para mim e para o Joel.

- A simpatia. – Respondi.

- Não tem variedade na carta. – Resmungou.

- Mas tem vinhos muito bons. – Retorquiu o Joel, trancando o carro.

- Isso é verdade! – Exclamou a minha prima. No que toca a vinhos ela era especialista.

Caminhamos para o interior da revista sendo observados por todos. Por mais tempo que o Joel trabalhasse naquela redação a reação das mulheres não mudava nem um pouco. Até parecia que se ouvia suspiros cada vez que ele passava. Que exagero.

Fui para a minha secretária e ele segui-me enquanto a Rute acenou e desviou-se para o gabinete do pai. Ela dissera que tinha uns assuntos a resolver com o pai, o que era sinónimo de problemas com a mãe. A relação da Rute com o pai era exclusivamente de trabalho devido à forma como ele tratava a sua mãe, afinal não se inibia de passear com a amante pela redação, mesmo em frente à filha.

- Ela ia com cara de poucos amigos. – Comentou o Joel, sentando-se numa das cadeiras em frente à minha secretária.

- Não é para menos, já viste a forma como o pai se exibe aqui? – Perguntei, sentando-me também.

- Já, e posso dizer que é no mínimo nojenta. – Respondeu. – Sei que ele é teu tio, mas...

- Ele não me é nada a não ser meu patrão. – Respondi, interrompendo-o.

- A vossa relação é mesmo má.

- Ele acha que eu lhe vou roubar a direção quando o meu avô morrer. – Contei. – O que não digo que não possa ser verdade.

- Achas que o teu avô era capaz?

- Acho, ele não concorda com os métodos do meu tio, por isso existe uma grande probabilidade de o deserdar na parte que é possível por lei. – Expliquei.

- Pois é, um pai não pode deserdar um filho. – Murmurou. – Gostavas de assumir a presidência? – Perguntou.

- Não vou ser hipócrita, claro que sim! – Exclamei, vendo a rir.

Vi o Lourenço a aproximar-se, vinha a espalhar charme, mas em vez de discretamente como o Joel, não este não se inibia de provocar.

- Boa tarde! – Exclamou, sentando-se na outra cadeira disponível. – Joel! Há quanto tempo! – Exclamou, esticando a mão. Mas eles conhecem-se?

- Verdade. O que fazes por aqui? – Perguntou o Joel.

- Vim ver a minha ex-mulher. – Respondeu, sorrindo para mim.

- Ele é que é o teu ex-marido? – Perguntou o Joel surpreendido.

- É verdade, vê só o que me saiu na rifa! – Exclamei. – De onde é que se conhecem?

- Golfe. – Respondeu o Lourenço. – Como estão os miúdos?

- Bem, tens falado com a tua filha? – Já sabia a resposta. Por mais amoroso que o Lourenço fosse para a filha tinha o dom do esquecimento.

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