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"Já posso ser eu?"

"Já, Raúl" toda a gente se riu e vimos aquela criança ir quase a correr em direção ao saco. Procurou no saco pelo embrulho que tinha o seu nome e quando o encontrou, tirou-o do saco.

"É relativamente pesado" ele murmura mais para ele do que propriamente para nós. Rasgou logo o embrulho e ficou a olhar para a caixa do perfume do Paco Rabanne que tinha na mão. (So mesmo porque eu ando numa de meter fotos de tudo quanto é coisa, aqui vai o perfume 😂😂)

"Será que isso foi uma indirecta para dizer que cheiras mal?" o Grimaldo goza e ele logo revira os olhos

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"Será que isso foi uma indirecta para dizer que cheiras mal?" o Grimaldo goza e ele logo revira os olhos.

"Não, mas é mais que óbvio, para mim, quem me ofereceeeeeeeeeu" ele vem a correr abraçar-me "só ela sabia que eu queria mesmo muito istoooooo"

"Também gosto muito de ti mas acho que neste momento gosto mais do oxigénio" falei já sem ar devido ao aperto esmagador dele "Gostaste ao menos?"

"Claro que sim" ele agora falou já mais sério "Obrigada, Maria"

"De nada! Já estava com medo de não gostares" o meu sorriso era largo, finalmente tinha acertado nalguma coisa na vida.

"E agora vai quem?" perguntou o meu pai

"Por mim ia a Maria, estou ansiosa para saber quem lhe calhou e o que lhe arranjaram" o Raúl falou já sentado ao meu lado. A decisão foi unânime e por isso dirigi-me eu ao grande saco. Tinha as mãos a tremer. Estava simplesmente ansiosa para saber quem era e ter toda a gente a olhar para mim à espera de uma reacção era só aterrorizador. Encontrei um pequeno embrulho, e parecia ser uma caixa por dentro. A ansiedade foi substituída por curiosidade. Acho que vai ser difícil descobrir quem era. Respirei fundo e rasguei o papel verde e prateado. Por dentro, estava uma caixa cinzenta clara, e percebi logo que se tratava de joalheria. E ao abrir a caixa, o meu queixo também se abriu e quase bateu no chão.

 E ao abrir a caixa, o meu queixo também se abriu e quase bateu no chão

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O colar era simplesmente lindo e eu estava sem qualquer reacção. Era demasiado caro e bonito para uma pessoa como eu. Demasiado dinheiro que um deles gastou comigo de forma desnecessária. Olhei para todos, à espera de ver alguém com uma cara mais receosa, curiosa. Mas nenhuma, apenas uma entusiasmada, mas não era o meu amigo secreto. Era o Raúl. Quem mais iria ser né.

"Então?" o meu pai perguntou já impaciente por eu estar sem reacção.

"É... É lindo. Demasiado até."

"E tens algum palpite? Ou não fazes mesmo ideia?" o Grimaldo endireitou-se no sofá.

"Não, não sei mesmo" as palavras até custavam a sair-me da boca. E foi então que voltei a olhar para todos e vi nos olhos dele uma espécie de satisfação, provavelmente por já ter percebido que acertou em cheio no presente. Ele reparou que eu já tinha percebido e não evitou esboçar um largo sorriso. Levantou-se e eu corri até ele num abraço.

"Não era preciso tanto, Pizzi" murmurei no seu ouvido.

"Shh, claro que era" ele sussurra de volta. Desfiz o nosso abraço e logo tirei o colar da caixa

"Se não te importares" virei-me de costas e pousei o colar na mão dele. Passou o fio pelo meu pescoço de uma forma tao suave e delicada que eu mal senti, e prendeu-o. Voltei-me para ele, e olhei para o colar. Parecia ainda mais bonito posto.

"E então, o que achas?" perguntei

"Fica perfeito" ele sorriu, uma das suas mãos fez um carinho no meu braço.

"Obrigada, a sério" sorri, olhando profundamente para os seus olhos. No meio daquilo tudo, esqueci-me que tinha mais umas 20 pessoas a olhar para nós.

"Que lindos" o Mitro diz irónico, com um revirar de olhos.

"Podemos continuar?" perguntou o Grimaldo a sorrir para mim. Será que se notava que eu estava a começar a corar? Meu deus, salvem-me.

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