Thiago - Eu vou tirar desse lugar!

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Mauro me olhava atônito, ele não conseguia ver que eu só estava abraçado ao André para esconder a arma que ele usava para me coagir a ir embora com ele. Novamente meus olhos marejaram, não contava que eu teria que ver seu olhar de decepção, ele já havia me contado sua história anteriormente e eu sabia o quanto ele foi machucado com a recusa do tal marido do príncipe.

Não queria ser eu o responsável por lhe fazer sofrer mais uma vez, mas senti o cano frio da arma nas minhas costas e as mãos trêmulas de André que começava a dar sinais de medo, qualquer descuido tornaria aquela fuga num banho de sangue.

- Mauro... - Tentei.

- Vamos, Thi! - André tentou controlar o seu tom, mostrando-se mais amoroso, mas o nervosismo em sua voz era visível.

- O que tá acontecendo? Quem é esse cara Thiago? - Mauro perguntou um pouco mais alto.

- Eu sou André, o namorado dele, né Thi? - O tempo parou, meu coração se apertou fortemente e eu baixei o meu rosto de tanta vergonha. Minha vontade era de gritar, mas ele encostou a arma nas minhas costas com um pouco mais de força.

- Eu não acredito! - Mauro disse.

- Ele tava se divertindo enquanto a gente tava separado, mas agora que voltamos o Thi é todo meu! - André falou e nesse momento ouvimos um barulho alto, como uma janela quebrando e algo caindo logo em seguida.

André se sobressaltou e eu só queria morrer.

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Depois da conversa que eu tive com André em meu quarto desisti da minha vingança infantil e decidi jogar como gente grande. Numa noite consegui chamar Bruno ao meu quarto, eu precisava de aliados e não sei por que eu confiava tanto nele, mas eu precisava de ajuda.

Bruninho entrou em meu quarto depois de todos dormirem, naquela noite eu não ia me encontrar com Mauro e por isso estava somente descansando. Por meio de um bilhetinho que lhe passei no bar, avisei que precisava falar com ele o que fez meu amigo me olhar entre convencido e excitado. Antes de saber do que se tratava ele me pegou em um dos corredores e disse:

- até animado, resolveu liberar pra mim? - Ele disse e senti o cheiro daquele macho.

- Na verdade eu quero é uma ajuda com aquilo que nós já conversamos! - Eu falei me desvencilhando dele.

- Eu só converso contigo sobre te foder, gordinho. Vai liberar ou não? - Disse me tomando de novo e cheirando o meu pescoço.

- Bruninho, é sobre o André! - Cochichei em seu ouvido. Ele entendeu e me apertou mais.

- Só pra disfarçar! - Disse safado no meu ouvido.

- Para Bruno! - Me afastei dele sorrindo.

- Eu ainda te pego, Thi!

- Pega nada! - Eu disse desdenhando e rindo. Mais tarde o Bruninho entrou no meu quarto, olhou ao redor.

- Esse muquifo é maior que o meu, vou denunciar ao Ministério Público e dizer que estou sendo mantido em condições sub-humanas no trabalho! - Ele disse rindo e eu deitei na cama. Ainda em pé ele perguntou: - E aí, gostoso. Fala como vai ser esse negócio aí. Ou me chamou pra brincar de casinha?

- Ai Bruno, acho que é melhor eu te contar tudo logo, mas tu precisa me prometer que não vai contar nada!

- Tu já sabe o meu preço! - Deu uma patolada do pau. - Um boquetinho, vai! - Falou fazendo cara de coitado.

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