Capítulo 06: A Última Batalha

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Emery sacou Eathcyn e, rapidamente, cortou uma de suas mãos. Ele parecia saber da magia emprestada que ela usava, pois avançou imediatamente. Os golpes ligeiros a impedirem de molhar qualquer hieróglifo. Deixou seu sangue cair na lâmina. Isto abriu uma oportunidade, a qual Athyer aproveitou sem hesitar. Para não morrer, Emery bloqueou com sua própria espada.

Milagrosamente, a lâmina permaneceu inteira, sofrendo apenas uma pequena dentição.

Pego de surpresa, Athyer afastou-se com um salto. Ele também não esperava que Rak'beara pudesse ser bloqueada. Emery tinham algumas ideias em mente do motivo, mas naquele momento, tinha que agir, e não pensar em teorias.

Apertou a mão com força, de modo que fez seu corte sangrar mais. Deixou que as gotas vermelhas caíssem sobre seus pés, por cima da armadura. Mesmo que não tocasse diretamente sua pele, o efeito seria o mesmo. Seu mestre garantira isso.

Num salto único e tão rápido quanto um pensamento, Emery agarrou-o pela cintura. A surpresa que dominou Athyer por um segundo foi o bastante para lançá-lo para cima. Ele bateu no galho de uma árvore, algumas folhas desprenderam-se, mas ele ainda atingiu o caminho de pedra mais rápido do que elas. Rak'beara caiu a poucos centímetros da mão do fantasma.

Ela apossou-se da espada do adversário, enquanto a sua própria estava presa no chão de onde ela saltou minutos antes.

– Se me matar, meu irmão irá me vingar. – Ele tentou, mesmo sabendo que de nada adiantaria; Emery era uma lenda, como o próprio homem diante dela havia dito; os Fantasmas do Sereno até poderiam encontrá-la, mas nunca teriam chance.

Ela não disse coisa alguma, apenas cravou sua nova espada na testa do inimigo. Recuperou Eathcyn e cortou-lhe a cabeça, que apenas rolou para o lado quando Rak'beara foi retirada. Pegou também a bainha do cinto do cadáver e prendeu-a as costas. Jamais iria deixar um objeto tão poderoso largado; seu mestre, com certeza, teria interesse naquela espada.

Voltou sua atenção para casa. Centenas de pessoas, que não estavam ali antes, esperavam por ela. Todos tinham armas em mãos, que iam desde arco e flechas até metralhadoras AK-47. Brandindo suas duas espadas, ela sorria, impaciente para estrear sua nova aquisição.

Os projéteis vieram quase todos de uma vez só. Ela pulou alto, passando por cima deles. Os arqueiros demoraram um pouco para se recuperarem, mas os com arma de fogo, tentaram acompanhá-la. Poucos conseguiram atingi-la, apenas para ver seus disparos ricocheteando em sua armadura e fazendo vítimas – mesmo que temporariamente – em seus próprios aliados.

Chegou ao solo no meio deles e começou a cortar. Sangue jorrou, revelando que alguns eram humanos mortais que, diferente dos fantasmas, morriam sem precisar que suas cabeças fossem cortadas. Um rapaz, de dezoito no máximo, tentou sacar uma espada para se defender, livrando-se do arco que disparou minutos antes; todavia, Rak'beara transpassou seu estômago sem qualquer hesitação de quem a empunhava.

Muitos deles desistiram e fugiram, percebendo que morreriam se ficassem. Emery simplesmente não se importou. Seu alvo principal estava dentro da mansão. Percebeu, depois de limpar o sangue de um dos fantasmas que respingou em sua roupa, que não estava suando. Estranhou, já que estava fazendo esforço; deduziu que a nova espada tinha algo a ver.

Indo para porta da direta, ela foi parada por uma barreira invisível, um feitiço poderoso. Pensou em usar o hieróglifo em sua mão, mas mudou de ideia. Guardou Eathcyn e segurou Rak'beara com ambas as mãos. Então, perfurou a barreira. No início, a magia resistiu, protegendo seu conjurador. Um brilho surgiu em volta o local de perfuração da espada, que foi abrindo caminho aos poucos. Quando o punho tocou na barreira, ela girou a espada, quebrando o feitiço parcialmente, e apenas por tempo o bastante, para que ela entrasse.

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