Thiago e o começo da Vingança...

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Nos dias que se seguiram notei que André chegava no horário que o movimento do Diamonds começava, mas passava o dia na rua. O vazio da ausência do Eduardo foi preenchido por aquele ódio cego que eu nutria por André.

Por dias eu o observava, mais raiva ainda eu senti quando via Nara tratando-o bem, como se ele fosse um dos garotos do bordel. Numa das vezes em eu servia as mesas com aquelas roupinhas minúsculas que Lady Nara insistia que eu vestisse quando havia eventos maiores. Naquela noite estava rolando outro leilão de um dos garotos, mas menos movimentado por ele já ser contratado da casa.

Andei com uma bandeja de drinks por um dos corredores escuros que levavam aos quartos de BDSM, a maioria das portas estavam fechadas, mas uma em particular estava entreaberta, dois garotos estavam sentados e se masturbavam ao ver um senhor idoso com as mãos amarradas num gancho do teto, ele vestia um corselet preto e uma calcinha minúscula enquanto era penetrado com força e precisão por um homem nu e mascarado.

Devo ter respirado um pouco mais alto e o mascarado me olhou, seus olhos encontraram os meus, um segundo se passou e eu soube que aquele era o André. Com mais força ele passou a investir contra o senhor amarrado que dava gemidos e gritinhos femininos. Os garotos sentados não notaram a minha presença e começaram a se revezar com o mascarado, todos eles eram bem dotados. A visão daquele pênis protegido pela camisinha, grande, grosso um tanto torto para baixo dando saltinhos de excitação me arrancou mais um suspiro.

Saí andando e me odiei por perceber que estava excitado, a verdade é que o incômodo com a aparição de André se dava exatamente por ainda ter sentimentos por ele, não foi apenas o meu coração que ele feriu com suas palavras e ações, mas o meu ego. E aquela ferida estava aberta e sangrando ainda, aquele desejo de vingança deixava isso bem claro. Nara não havia me dito com clareza os seus planos, mas comecei a bolar um por minha conta.

Eu tinha acesso às bebidas de todos os clientes, principalmente naquelas festas temáticas e eu poderia dar um susto nele. Não era exatamente uma vingança adulta, mas o que eu iria fazer ao menos o deixaria com má fama no clube e talvez isso o humilhasse tanto quanto eu me sentia humilhado. Voltei ao meu posto de trabalho e alguns bêbados faziam gracinhas comigo, os meninos do Diamonds também.

Mais tarde ainda naquela noite André reapareceu usando uma sunga que mais parecia uma tanga.

- Uma vodka com gelo! - Ele me pediu sorrindo.

- Pra já! - Respondi sem lhe olhar, entreguei o drink e em seguida vi Mauro entrar, ele vestia um terno preto, os cabelos pareciam ter sido cortados há pouco tempo, ele apertou as mãos em sinal de nervosismo e olhou em volta no salão, de repente o seu olhar achou o meu e um sorriso lindo me foi concedido.

- Puto não pode se apaixonar... - André sussurrou perto de mim.

- Eu não sou... Ah, vai te foder André! - Respondi com raiva, ali naquela casa não havia segredos e com certeza ele já sabia do leilão.

- Que uniforme! - Mauro disse sorrindo.

- É... Tenho que usar por causa da festa! E hoje vai querer whisky ou um drink sem álcool? - Falei sorrindo e vendo que André se afastava.

- O que é sua especialidade? - Ele perguntou de forma sedutora.

- Atrair homens desonestos e me meter em relacionamentos impossíveis! - Falei brincando e ele riu. - Todos elogiam o meu negrone...

- Vou arriscar um então! - Comecei o preparo e vi que ele olhava o meu mamilo que escapava daquele colete a cada movimento meu, senti um arrepio se apossar de mim e a excitação chegando novamente, mas daquela vez havia algo muito mais atraente, minha excitação se dava por aquele homem de olhar gentil e carinhoso, aquela barba loira e aquele corpo rechonchudo, ele todo era uma delícia e de imediato me imaginei na cama com ele, a penetração por um pênis possivelmente grosso, aquela barba arranhando a minha pele lisa, a língua acariciando o lóbulo da minha orelha...

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